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O abuso de drogas lícitas e ilícitas no Brasil por adultos é um problema de saúde pública que se apresenta com a seguinte conformação para a intervenção de enfermagem:
a população brasileira de usuários de crack é composta predominantemente por homens adultos de meia idade, solteiros, de baixa escolaridade, desempregados e de baixa renda.
quase metade da população em situação de rua do país refere o uso abusivo de álcool ou de outras drogas como a principal motivação para passar a viver e morar na rua, e dois terços informa já ter passado por alguma casa ou clínica de recuperação para dependentes químicos.
pessoas que dependem de programas de moradia, ou que não têm moradia estável, apresentam maior índice de abuso e/ou dependência de substâncias psicoativas lícitas e ilícitas.
dados nacionais demonstram que os usuários de crack estão mais propensos a se engajarem em atividades de trabalho esporádico ou autônomo (dois terços), sexo em troca de dinheiro (cerca de dez por cento) e atividades ilícitas como roubo e tráfico de drogas (cerca de 15%) como forma de obtenção de dinheiro.
estudos sobre o perfil de usuários de crack demonstram que eles estão mais expostos a ambientes violentos, a envolvimento com crimes e a aumento de fatores de risco para a sua saúde. Tais indivíduos têm maior probabilidade de detenção e envolvimento com o crime porque a urgência pelo uso da droga e a falta de condições financeiras para sustentar o consumo contribuem para que o usuário de crack se engaje em atividades como roubos e assaltos para custear o uso desta substância.