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Após registros recorde de dengue no ano de 2024, o Brasil inicia 2025 em estado de atenção para a possibilidade de novo crescimento da doença. Nas primeiras semanas do ano, já foram registrados mais de 90 mil casos prováveis e o número de mortes por suspeita de dengue passa de 100 em todo o território nacional, sendo urgente ampliar o monitoramento do avanço da doença.
Sobre o espectro clínico da dengue e, de acordo com o Manual do Ministério da Saúde (2024) “Dengue: diagnóstico e manejo clínico - Adulto e criança”, é CORRETO afirmar que:
Fonte: Brasil. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança. 6. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2024.
O choque geralmente ocorre entre o quarto ou quinto dia de doença, com intervalo entre o terceiro e sétimo, geralmente precedido por sinais de alarme. O choque na dengue é de lenta instalação e tem longa duração.
A infecção pelo vírus dengue (DENV) pode ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, pode apresentar três fases clínicas: febril, crítica e de recuperação.
Os sinais clínicos clássicos de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua, sangramento digestivo, diminuição progressiva do hematócrito, hipertensão postural e taquicardia.
A fase crítica da doença tem início com o declínio da febre, entre três e sete dias do início da doença. Os sinais de alarme, quando presentes, surgem nessa fase da doença e são resultantes da diminuição da permeabilidade capilar.
O exantema ocorre na fase febril em aproximadamente em 90% dos casos, é predominantemente do tipo vesicular, atingindo face, tronco e membros de forma aditiva, incluindo plantas de pés e palmas de mãos.