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O choque cardiogênico constitui uma situação clínica de alto risco e, uma vez diagnosticado, exige o início imediato de medidas terapêuticas, o que inclui a administração de drogas vasoativas, entre elas, o uso frequente de dobutamina.
Para elaborar e implementar um plano de cuidados de enfermagem que promova a administração segura desse medicamento, o enfermeiro deve conhecer, entre outros itens, seu mecanismo de ação (MA) e deve identificar seus principais efeitos colaterais (EC), que são
MA = promove vasoconstrição da musculatura lisa vascular, além de aumentar a absorção de água pelos ductos coletores renais, aumentando assim a pressão arterial; EC = deterioração da função hepática renal e trombocitopenial.
MA = apresenta diferentes efeitos dose-dependentes. Em doses moderadas, estimula receptores beta, ocasionando aumento da contratilidade e da frequência cardíaca. Em doses maiores, apresenta efeitos alfa que promovem vasoconstrição e aumento da pressão arterial; EC = taquicardia, cefaleia, náuseas e vômitos.
MA = apresenta um potente efeito agonista alfa e beta adrenérgicos, capaz de aumentar a pressão arterial mediante o incremento no débito cardíaco e na resistência vascular sistêmica; EC = aumento dos níveis de lactato, redução do fluxo regional, especialmente no território esplâncnico.
MA = tem um potente efeito inotrópico que promove aumento do débito cardíaco, a partir da estimulação beta um adrenérgica; EC = taquiarritmias, náuseas, vômitos, cefaleia e flebites.
MA = produz efeito vasodilatador, promovendo redução na pré-carga, na pós-carga e na resistência vascular sistêmica; EC = taquiarritmias, hipotensão arterial, cefaleia e tremores. Pode ocorrer precipitação se administrada concomitantemente à furosemida.