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Para responder às questões 45 e 46, considere o apresentado na publicação do Ministério da Saúde (2024) intitulada Guia de vigilância em saúde.
O Brasil tem vivenciado surtos de febre amarela (FA), com a doença se espalhando para áreas fora da região amazônica, onde é endêmica. Frente a essa situação, o enfermeiro deve estar preparado para identificar sinais e sintomas da doença, procedimentos para seu diagnóstico e tratamento, independentemente do seu local de atuação.
Assim sendo, o enfermeiro deve considerar
que a infecção natural não confere imunidade duradoura, portanto, frente ao indivíduo com história pregressa de FA, apresentando sinais e sintomas compatíveis e história de exposição a áreas de risco nos últimos 15 dias, deve ser realizada a investigação para FA.
que a presença de creatinina menor que 1,5 mg/dL e trombocitose (número de plaquetas maior que 400.000/mm3 ) caracterizam a forma grave da doença.
que, no período de infecção, o qual dura em média 3 dias, os sinais e sintomas compreendem o início súbito de febre (acima de 38,5 ºC), acompanhada de bradicardia (sinal de Faget), cefaleia, lombalgia, mialgias generalizadas, prostração intensa, náuseas e vômitos com aspecto de borra de café e sangramento gengival.
como caso confirmado por critério clínico laboratorial a detecção de anticorpos IgG em indivíduos não vacinados, associados aos achados clínicos e epidemiológicos característicos da FA.
como caso suspeito o indivíduo não vacinado contra febre amarela, ou com estado vacinal ignorado, com exposição nos últimos 15 dias em área de risco e/ou em locais com recente ocorrência de epizootia em primatas não humanos (PNH) e/ou em áreas recém-afetadas e suas proximidades que apresenta quadro infeccioso febril agudo, geralmente, até sete dias, de início súbito, acompanhado de icterícia e/ou manifestações hemorrágicas.