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Durante a avaliação de um paciente adulto internado em unidade de clínica médica com diagnóstico primário de sepse de foco pulmonar, a equipe de enfermagem registrou os seguintes sinais vitais nas primeiras 12 horas: pressão arterial média decrescente (de 82 mmHg para 65 mmHg), frequência respiratória ascendente (de 20 para 30 irpm), temperatura corporal persistentemente elevada (39,2 °C), taquicardia mantida (acima de 110 bpm) e débito urinário inferior a 0,4 mL/kg/h. Considerando os conhecimentos clínico-fisiológicos, as diretrizes internacionais de avaliação de pacientes críticos (como o protocolo qSOFA e os critérios do Sepsis-3), bem como o raciocínio clínico avançado em enfermagem, qual deve ser a interpretação mais adequada para o quadro descrito?
Trata-se de um quadro compensado de infecção sistêmica com resposta inflamatória localizada, não configurando risco iminente de disfunção orgânica.
Os achados sugerem instabilidade hemodinâmica transitória secundária à hipervolemia, sendo indicado apenas monitoramento conservador e expansão venosa leve.
O débito urinário reduzido deve ser interpretado como efeito adverso comum da antibioticoterapia, não havendo relação direta com a progressão séptica ou hipoperfusão.
A febre sustentada, isoladamente, é suficiente para o diagnóstico de sepse grave, ainda que os demais parâmetros estejam dentro dos limites fisiológicos.
O conjunto de sinais indica provável progressão para choque séptico, com comprometimento da perfusão tecidual e risco elevado de falência de múltiplos órgãos.