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O processo de profissionalização da enfermagem brasileira entre as décadas de 1920 e 1940 inscreve-se em um contexto de medicalização institucional e de transição entre práticas tradicionais e um modelo tecnocientífico importado dos Estados Unidos, especialmente após a influência da Missão Rockefeller. À luz das análises de Maria Helena Machado e Ana Maria Rago, e considerando os dilemas ético-políticos da conformação profissional da enfermagem nesse período, qual proposição expressa com maior fidelidade historiográfica a natureza ambígua dessa transição?
A estruturação da enfermagem sob a égide da Fundação Rockefeller conferiu à profissão autonomia político-científica e protagonismo institucional nas decisões estratégicas da saúde pública nacional.
O modelo educacional implementado na década de 1930 privilegiou o protagonismo feminino na liderança técnico-assistencial, valorizando os saberes comunitários e a horizontalidade das relações multiprofissionais.
As escolas de enfermagem do período incentivaram a crítica ao paradigma biomédico, substituindo a tutela médica por uma abordagem centrada na humanização e na intersubjetividade do cuidado.
A incorporação de valores disciplinares e hierárquicos derivados da formação norte-americana promoveu rupturas com as práticas populares e reforçou a subordinação à medicina institucionalizada.
A formação teórica das enfermeiras brasileiras foi pautada por uma lógica sistêmica de educação libertadora, inspirada nas pedagogias críticas e nas concepções de integralidade da saúde coletiva.