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Em ambiente de terapia intensiva adulto, uma paciente submetida à ventilação mecânica invasiva apresenta aumento da resistência expiratória, redução da complacência pulmonar dinâmica e eliminação de secreção espessa com aspecto purulento pela aspiração em sistema fechado. Diante da suspeita de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), o enfermeiro propõe reestruturação do plano de cuidados, à luz das diretrizes da ANVISA, dos bundles de prevenção da PAV e dos princípios de vigilância epidemiológica hospitalar. Qual intervenção apresenta maior respaldo técnico-científico para integração à assistência?
A elevação da pressão do balonete para patamares superiores a 40 cmH₂O visa impedir o refluxo subglótico, assegurando a integridade da via aérea e reduzindo a necessidade de aspirações frequentes.
A troca programada do circuito do ventilador a cada 24 horas garante menor colonização bacteriana e menor risco de formação de biofilme, sendo conduta padrão nos protocolos de controle de IRAS.
A interrupção imediata da nutrição enteral, até a liberação do cultivo microbiológico, reduz o risco de broncoaspiração e contribui para o controle da evolução infecciosa pulmonar.
A aspiração subglótica contínua com pressões elevadas melhora a eficácia da drenagem de secreções orotraqueais, reduzindo significativamente os índices de colonização bacteriana traqueobrônquica.
A combinação de cabeceira elevada, higiene oral com antisséptico, interrupções programadas de sedação e avaliação diária para desmame ventilatório representa abordagem multiprofissional eficaz na prevenção da PAV.