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Durante o plantão em uma unidade de terapia intensiva, uma equipe multiprofissional é acionada para avaliar um paciente masculino, 52 anos, vítima de acidente automobilístico, internado há 36 horas com diagnóstico de traumatismo cranioencefálico (TCE) grave. Nas últimas horas, a equipe observa alteração no padrão respiratório (respiração irregular e lenta), elevação progressiva da pressão arterial (PA 200/110 mmHg) e diminuição da frequência cardíaca (FC 42 bpm). O enfermeiro, ao identificar esses sinais vitais, alerta o médico responsável, suspeitando de um quadro de hipertensão intracraniana.
Considerando os conhecimentos sobre fisiopatologia do sistema nervoso central e a atuação interdisciplinar no cuidado intensivo, é CORRETO afirmar que os achados apresentados caracterizam
a tríade de Cushing, sinal clássico de hipertensão intracraniana grave, que indica risco de herniação cerebral e exige intervenção imediata.
um quadro de instabilidade hemodinâmica transitória, comum em pacientes sedados, que deve ser reavaliado em 24 horas.
sinais compatíveis com síndrome de desconforto respiratório agudo (SDRA), com taquicardia, hipertensão e padrão respiratório irregular.
repercussões tardias do uso prolongado de analgésicos opioides, justificando a lentificação dos sinais vitais e sendo reversíveis com suspensão da medicação.