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A lesão cerebral neonatal resulta de um processo multifatorial, no qual fatores genéticos, epigenéticos, metabólicos, pré-natais e pós-natais interagem, podendo proteger, desencadear ou agravar o dano cerebral. Sobre as estratégias para neuroproteção neonatal, pode-se afirmar que
o cuidado neurocrítico se destina à atenção especializada voltada ao cérebro de recém-nascidos com doença neurológica primária ou risco de lesão neurológica secundária associada a condições clínicas agudas, como prematuridade extrema, sepse ou cardiopatia congênita .
o sulfato de magnésio não deve ser utilizado como mecanismo neuroprotetor, pois aumenta o risco de paralisia cerebral em crianças prematuras.
a hipotermia terapêutica é uma estratégia neuroprotetora capaz de reduzir o metabolismo cerebral compensatório, o edema citotóxico, a elevação da pressão intracraniana e de inibir a morte celular, devendo ser utilizada para neuroproteção de RN prematuros
o manuseio mínimo, concentrando cuidados e procedimentos em um mesmo momento, promove o descanso e o sono do recém-nascido, bem como diminui o consumo de energia e o estresse, entretanto, não se configura como estratégia neuroprotetora.
a hipotermia terapêutica é indicada para recém-nascidos prematuros quando há justificativa clínica, devendo ser iniciada nas primeiras seis horas de vida.