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Um técnico de enfermagem está cuidando de um paciente com uma úlcera venosa crônica em membro inferior direito, apresentando leito com 100% de tecido de granulação, moderado a alto nível de exsudato de característica serosa e bordas maceradas. O enfermeiro prescreveu a realização de terapia compressiva com bota de Unna e orientou o técnico sobre a técnica correta de aplicação, que é crucial para a eficácia do tratamento e prevenção de complicações. Considerando a complexidade da aplicação da bota de Unna, qual ação do técnico de enfermagem demonstra o domínio da técnica e a aplicação correta dos princípios da terapia compressiva?
Aplicar a bandagem com a maior tensão possível na região do tornozelo para maximizar o retorno venoso, mantendo essa mesma tensão elevada até o joelho para garantir uma compressão uniforme em todo o membro.
Aplicar uma camada espessa de pomada de colagenase no leito da ferida antes de iniciar o enfaixamento, para promover o desbridamento do tecido de granulação durante o período de permanência da bota.
Iniciar o enfaixamento pela base dos artelhos, com o pé do paciente posicionado a 90 graus em relação à perna, aplicando a bandagem em espiral ou em "oito", com uma sobreposição de 50% em cada volta e mantendo uma tensão uniforme e decrescente no sentido distal para o proximal, finalizando o enfaixamento logo abaixo da fossa poplítea.
Instruir o paciente a remover a bota de Unna durante a noite para permitir que a pele "respire" e reaplicá-la pela manhã, garantindo a higiene diária da ferida e do membro.
Realizar a limpeza da ferida com solução de iodopovidona para garantir a antissepsia antes da aplicação da bota e orientar o paciente a manter o membro elevado acima do nível do coração durante as primeiras 48 horas para potencializar o efeito compressivo.