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Um paciente de 59 anos, com diagnóstico prévio de úlcera péptica, procura a unidade de saúde relatando dor epigástrica em queimação, com piora noturna e alívio parcial após alimentação. Durante a consulta de enfermagem, refere uso frequente de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para lombalgia crônica, sem prescrição regular. O enfermeiro identifica ausência de conhecimento sobre os riscos do uso contínuo desses fármacos e observa que o paciente tende a tratar a dor por automedicação.
Considerando os princípios da educação em saúde, prevenção de complicações e manejo atualizado da úlcera péptica associada a AINEs, qual orientação de enfermagem é mais consistente com a prática clínica baseada em evidências?
Reforçar o uso de antiácidos após as refeições como medida suficiente para neutralizar o efeito irritativo dos AINEs sobre a mucosa gástrica.
Orientar que o tratamento farmacológico da úlcera seja suspenso tão logo haja melhora da dor, para evitar exposição prolongada a medicamentos supressores de ácido.
Recomendar evitar o uso de AINEs sempre que possível, incentivar alternativas prescritas para analgesia, orientar redução de alimentos que aumentam secreção ácida e instruir o paciente a reconhecer precocemente sinais de alarme, como melena, síncope, hematêmese ou dor súbita intensa.
Sugerir a substituição dos AINEs por fitoterápicos naturais anti-inflamatórios, pelo fato de apresentarem menor risco de sangramento gastrintestinal.
Estimular o consumo de bebidas, como café ou chá preto, que auxiliam no esvaziamento gástrico e na redução da dor epigástrica noturna.