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Durante o expediente na Alerj, um servidor de 42 anos, previamente hígido e sem comorbidades conhecidas, apresentou mal-estar súbito após permanecer em pé por tempo prolongado, em ambiente fechado e sob estresse emocional.
Evoluiu com sensação de calor, sudorese, palidez, náuseas, tontura e visão turva, seguida de perda transitória da consciência e desmaio. Houve recuperação espontânea em poucos minutos, sem déficit neurológico focal, confusão mental prolongada ou perda do controle esfincteriano. Na avaliação imediata, apresentou pressão arterial de 92/58 mmHg, frequência cardíaca de 58 bpm, frequência respiratória de 18 irpm, saturação de 98% em ar ambiente e glicemia capilar de 92 mg/dL.
O quadro clínico apresentado é característico de
hipoglicemia sintomática decorrente de queda glicêmica significativa, com sintomas autonômicos e alteração do nível de consciência.
síncope neurocardiogênica desencadeada por estresse e ortostatismo prolongado, com pródromos autonômicos e queda transitória da perfusão cerebral.
síncope cardíaca, relacionada a distúrbios do ritmo ou alterações estruturais, com perda súbita da consciência e instabilidade hemodinâmica.
evento neurológico transitório associado à isquemia focal cerebral e a déficits neurológicos súbitos e transitórios, sem perda primária de consciência.
síncope ortostática, decorrente de falha na adaptação cardiovascular à posição vertical, com hipoperfusão cerebral transitória.