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Em um paciente admitido com queixa de dor torácica súbita, o enfermeiro realiza anamnese e, em seguida, inspeção, palpação e ausculta cardíaca. Em relação à semiotécnica aplicada nesse contexto, destaca-se que:
a palpação de frêmito toracovocal é indicada como exame de rotina em todos os pacientes com dor torácica, por permitir detectar alterações sutis de vibrações pulmonares transmitidas pela via aérea.
a ausculta cardíaca segmentar, apesar de clássica, tem valor limitado na detecção de sopros induzidos por lesões em coronárias, e por isso não deve ser priorizada no paciente com suspeita de síndrome coronariana aguda.
a ausculta dos focos valvares com manobra de apreensão torácica permite melhor transmissão de sopros de regurgitação mitral e deve ser empregada como complemento da ausculta convencional no contexto de dor torácica sugestiva de lesão isquêmica.
a palpação do ictus cordis no 5º espaço intercostal esquerdo linha hemiclavicular apresenta utilidade diagnóstica, sendo valorizada para diferenciar infarto do miocárdio de angina instável na semiotécnica de enfermagem.