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Durante acompanhamento longitudinal de puericultura em uma Unidade de Saúde da Família, um lactente de 6 meses, sexo masculino, nascido a termo (39 semanas), peso ao nascer de 3.180 g, é avaliado pela enfermagem em consulta programada. Consta no prontuário histórico de faltas recorrentes às consultas, interrupção do aleitamento materno exclusivo aos 2 meses, introdução precoce de líquidos e alimentos ultraprocessados e ausência paterna. Na consulta atual, a enfermagem identifica:
− Peso e estatura abaixo do percentil 5 para idade;
− Queda progressiva de percentis nas curvas de crescimento;
− Sentar sem apoio ausente;
− Pouco contato visual, irritabilidade e choro inconsolável;
− Infecções respiratórias de repetição nos últimos três meses;
− Esquema vacinal incompleto;
− Mãe adolescente, com sinais de exaustão, baixa responsividade e dificuldade em compreender orientações.
− Durante a entrevista, a mãe relata insegurança para o cuidado, ausência de rede de apoio e dificuldades financeiras importantes.
Analisando o contexto do caso apresentando e relacionando aos fundamentos da puericultura, a atenção integral à saúde da criança, a abordagem familiar e as atribuições da enfermagem na Atenção Primária, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta.
O atraso no desenvolvimento e a queda ponderal caracterizam falha do cuidado familiar, sendo indicativo prioritário de negligência, devendo a enfermagem restringir sua atuação ao encaminhamento imediato ao Conselho Tutelar.
A presença de múltiplos agravos exige atuação exclusiva da atenção especializada, sendo inadequada a permanência do acompanhamento pela puericultura na Atenção Primária.
A normalidade do peso ao nascer descarta relação entre as condições sociofamiliares atuais e os déficits de crescimento e desenvolvimento apresentados.
O quadro sugere situação de risco ampliado, exigindo plano de cuidado multiprofissional, acompanhamento intensivo pela enfermagem, intervenções educativas e articulação com a rede de proteção social.
A introdução precoce de alimentos ultraprocessados é irrelevante para o desenvolvimento neuropsicomotor, desde que o aporte calórico seja adequado.