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Os escorpiões pertencem ao filo Arthropoda (que significa pernas articuladas), classe Arachnida (por apresentarem oito pernas) e ordem Scorpiones. Atualmente, ocorrem quatro famílias no Brasil: Bothriuridae, Buthidae, Chactidae e Hormuridae, porém as espécies de importância em saúde pertencem apenas ao gênero Tityus, da família Buthidae. São animais que possuem o corpo formado pelo prossoma (carapaça ou cefalotórax) e metassoma (tronco e cauda), conforme figura a seguir. No prossoma, estão inseridos quatro pares de pernas, um par de pedipalpos (as pinças) e um pequeno par de quelíceras. O opistossoma divide-se em mesossoma, com sete segmentos que formam o tronco, e metassoma, formado por cinco segmentos que formam a cauda. No final do metassoma, encontra-se o télson, que contém um par de glândulas de veneno que desembocam em dois orifícios situados de cada lado da ponta do ferrão.

Sobre os escorpiões, causadores de acidentes escorpiônicos, pode-se afirmar que:
Todas as espécies apresentam toxina inofensiva aos seres humanos, mas, paradoxalmente, causam acidentes clinicamente graves.
Todas as espécies possuem toxina e podem injetá-la através do ferrão, porém apenas algumas poucas apresentam veneno com potencial para causar um acidente clinicamente grave em seres humanos.
As espécies perigosas são encontradas em várias partes do mundo, entretanto a família Bothriuridae é a maior e mais amplamente distribuída no Brasil.
As espécies das famílias Hemiscorpiidae (Hemiscorpius sp.) e Diplocentridae (Nebo sp.) têm sido registradas como improváveis causadoras de acidentes graves em seres humanos.
A espécie de importância em saúde no Brasil é a Tityus serrulatus (escorpião amarelo), com uma serrilha dorsal na cauda e um espinho sob o ferrão, causador de óbitos em qualquer idade.