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Durante uma consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde, uma mulher de 34 anos comparece com queixas inespecíficas de cefaleia recorrente, ansiedade e distúrbios do sono. Ao realizar escuta qualificada em ambiente reservado, a enfermeira identifica sinais de violência psicológica e física praticada pelo companheiro. A mulher demonstra medo, ambivalência quanto à denúncia e preocupação com os filhos. Considerando as diretrizes do Ministério da Saúde para o cuidado às mulheres em situação de violência, a conduta mais adequada do enfermeiro é:
encaminhar a mulher para atendimento psicológico especializado, evitando envolvimento da equipe de saúde em situações de violência doméstica.
orientar a mulher a formalizar denúncia imediata junto às autoridades policiais, uma vez que a violência foi identificada durante o atendimento.
priorizar o tratamento das queixas clínicas apresentadas, visto que a violência é um problema social e legal, mas não de saúde.
realizar acolhimento e escuta qualificada, avaliar riscos e necessidades, registrar as informações de forma ética, notificar a violência conforme a legislação vigente e articular o cuidado com a rede de atenção e proteção.
realizar orientações, preservando o sigilo absoluto e evitando registros formais no prontuário.