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Um homem de 58 anos, cardiopata, hipertenso crônico, internado em unidade hospitalar, apresenta início súbito de dispneia intensa. O médico estabelece diagnóstico de edema agudo de pulmão cardiogênico. O técnico de enfermagem verifica os seguintes sinais vitais:
PA: 192 x 112 mmHg; FC: 136 bpm; FR: 30 irpm; SatO₂: 90% em ar ambiente; Temperatura: 38,3 °C.
Fonte: BRANDÃO, Andréa Araújo et al. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025. Arq Bras Cardiol, v. 122, n. 9, e20250624, 2025.
Considerando os dados apresentados, é CORRETO afirmar que:
a febre é manifestação típica do edema agudo de pulmão cardiogênico, sendo esperada como parte do mecanismo fisiopatológico da congestão pulmonar.
o valor de pressão arterial apresentado pelo paciente é compatível com faixa de hipertensão estágio 3, conforme Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), e o quadro caracteriza emergência hipertensiva.
o edema pulmonar cardiogênico é causa primária de elevação aguda da pressão arterial, decorrente da retenção de líquido nos alvéolos.
a taquicardia observada não possui relação com o quadro apresentado, sendo achado independente da hipoxemia e da ativação simpática.
para melhorar a oxigenação e reduzir a congestão pulmonar, o paciente deve ser mantido em posição de Trendelenburg, a fim de estabilizar a pressão arterial e facilitar o retorno venoso.