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Após enchente de grande magnitude, três unidades básicas de saúde ficam fisicamente inoperantes. Pessoas com doenças crônicas perdem medicamentos; famílias são deslocadas para abrigos coletivos; há risco iminente de leptospirose, doenças diarreicas e arboviroses; e gestantes perdem o acompanhamento pré-natal. A gestão cogita suspender a atenção primária até a reconstrução física das unidades e concentrar a resposta sanitária nos hospitais da rede. A esse respeito, assinale a alternativa correta:
A atenção primária deve ser suspensa enquanto as unidades estiverem inoperantes, pois o cuidado prestado fora da estrutura física da UBS descaracteriza a atenção primária e viola sua definição normativa.
A vigilância em saúde deve aguardar a confirmação laboratorial de todos os casos suspeitos antes de realizar ações preventivas nos abrigos, para evitar intervenções sem evidência diagnóstica.
A atenção psicossocial deve ser diferida para o período pós-desastre, pois a fase aguda exige exclusivamente atendimento hospitalar, distribuição de água potável e recolhimento de resíduos.
A resposta adequada é reorganizar provisoriamente a rede com atuação territorial e nos abrigos por equipes volantes, manutenção da vigilância, continuidade terapêutica, assistência farmacêutica, atenção psicossocial e articulação intersetorial, sem aguardar a reconstrução predial para retomar o cuidado.
A perda de medicamentos de uso contínuo em decorrência da enchente é problema logístico privado dos usuários, não componente da resposta sanitária da rede pública de saúde.