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Uma gestante de 28 anos, com 24 semanas de gestação, é atendida em uma consulta de pré-natal de enfermagem na Unidade Básica de Saúde (UBS). Ela apresenta hemoglobina de 9,8 g/dL, hematócrito de 30%, volume corpuscular médio (VCM) de 72 fL e ferritina sérica de 6 ng/mL. Refere cansaço progressivo, palidez e baixa adesão à suplementação de sulfato ferroso prescrita anteriormente. O Enfermeiro revisa o caso à luz do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Anemia por Deficiência de Ferro e dos protocolos de pré-natal do Ministério da Saúde. Considerando esse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
O quadro laboratorial descrito é compatível com anemia normocítica normocrômica, de etiologia provável por doença crônica, não sendo indicada a suplementação de ferro nesse contexto.
A anemia ferropriva na gestação associa-se a risco aumentado de prematuridade, baixo peso ao nascer e maior morbimortalidade materno-fetal, devendo o Enfermeiro reforçar a adesão ao tratamento, identificar barreiras individuais e articular o seguimento conforme protocolo vigente.
O valor de hemoglobina de 9,8 g/dL em gestante não caracteriza anemia clinicamente relevante segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde adotados pelo Ministério da Saúde, dispensando conduta terapêutica específica neste momento.
A baixa adesão à suplementação de sulfato ferroso indica necessidade imediata de transferência do pré-natal para serviço especializado de hematologia, encerrando o acompanhamento na Atenção Primária à Saúde (APS).
A ferritina sérica não é considerada marcador adequado para o diagnóstico de anemia ferropriva em gestantes, sendo o hematócrito o único parâmetro validado pelo PCDT para definição da conduta terapêutica.