No processo de planejamento da Rede de Atenção à Saúde, a gestão municipal de saúde deve optar por modelos de equipes que melhor se adaptem às características demográficas e às necessidades locorregionais. Ao analisar as diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica vigente sobre a organização da Equipe de Saúde da Família (eSF) e da Equipe de Atenção Básica (eAB), o enfermeiro gestor identifica diferenças estruturais no que tange à composição mínima e à organização do trabalho. Considerando a convergência e a divergência entre esses dois modelos de equipe, constitui uma característica que distingue a eSF da eAB:
A exigência de dedicação exclusiva de quarenta horas semanais para a categoria médica na equipe de Saúde da Família, já na equipe de Atenção Básica é permitido apenas o regime de vinte horas.
A necessidade de enfermeira(o) especialista em Saúde da Família para a composição da equipe de Atenção Básica, sendo o perfil generalista restrito ao modelo da estratégia Saúde da Família.
A obrigatoriedade da presença do agente comunitário de saúde na composição mínima da equipe de Saúde da Família, enquanto na equipe de Atenção Básica a sua inclusão é facultativa.
A permissão de atuação do auxiliar de enfermagem apenas no modelo de equipe de Atenção Básica, vedando-se a participação dessa categoria profissional na estrutura da equipe de Saúde da Família.