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Em uma unidade de pronto atendimento foi admitido um paciente de 31 anos, vítima de acidente por serpente do gênero Bothrops, ocorrido há aproximadamente 2 horas em uma zona rural, no período noturno.
O paciente apresentava dor intensa no membro inferior direito, edema progressivo, equimose local, sangramento discreto em ferida de punção e o relato de que o animal não fora capturado.
Sinais vitais no momento da admissão: pressão arterial: 116x72 mmHg; frequência cardíaca: 95 bpm; frequência respiratória: 20 irpm; SpO2: 97% em ar ambiente; e temperatura axilar: 36,7°C.
Considerando o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (2026) para acidentes ofídicos, assinale a afirmativa correta.
A ausência de alterações sistêmicas nos sinais vitais exclui a necessidade de soroterapia imediata.
O quadro clínico do paciente é compatível com acidente leve, sendo indicadas apenas hidratação e observação pela equipe de enfermagem.
A presença de sangramento local e edema são contraindicações à administração de soro antiofídico pelo risco de agravamento hemorrágico.
O tratamento com soro antibotrópico deve ser iniciado o mais precocemente possível, independentemente da identificação do animal.
A administração de soro antiofídico deve aguardar confirmação laboratorial de coagulopatia antes de ser iniciada.