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Um paciente com úlcera péptica hemorrágica manifesta melena, fraqueza e hipotensão postural. A assistência de enfermagem no cuidado agudo deve incluir a seguinte conduta:
Promover repouso, dieta zero e controle de sinais vitais para choque.
Iniciar dieta branda, rica em condimentos, para estimular a digestão.
Manter a ingestão de líquidos por via oral para hidratação do paciente.
Administrar antiácidos e antieméticos, apenas se houver náuseas e vômitos.
Aplicar compressas quentes na região epigástrica para alívio da dor.
No atendimento inicial ao politraumatizado seguindo o protocolo do Suporte Avançado de Vida no Trauma (ATLS), o controle da hemorragia e a manutenção da perfusão tecidual são etapas críticas do "C" (Circulação). Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O torniquete é indicado como medida inicial em hemorragias de extremidades que não respondem à compressão direta efetiva.
(__)A infusão agressiva de grandes volumes de soluções cristaloides aquecidas é a estratégia preferencial para o manejo do choque hemorrágico.
(__)O Índice de Choque, calculado pela divisão da frequência cardíaca pela pressão arterial sistólica, ajuda a identificar a hemorragia oculta.
(__)A tríade mortal no trauma é composta por alcalose metabólica, hipotermia e distúrbios de coagulação sanguínea.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
V, F, V, V.
V, F, V, F.
V, V, F, F.
F, F, V, V.
Um homem de 62 anos apresenta quadro de epistaxe. A esposa relata que ele estava sentado assistindo à televisão quando começou a sangrar “de repente”. Nega trauma recente, mas refere que ele “vive cutucando o nariz”. O paciente faz uso regular de varfarina devido a uma fibrilação atrial. Ao exame, encontra-se ansioso, com sangue escorrendo pela narina direita e pingando pela orofaringe. Sinais vitais: PA150×90 mmHg; FC 98 bpm; FR 18 irpm; SpO₂ 97% em ar ambiente.
No manejo do caso do paciente em questão, analise as seguintes assertivas.
I- Deve-se garantir a permeabilidade das vias aéreas, sentar o paciente com a cabeça ligeiramente inclinada para a frente e aplicar compressa gelada no dorso nasal, se disponível.
II- Ao realizar o controle do sangramento por meio de compressão digital, a recomendação mais aceita é apertar as narinas firmemente por até 5 minutos, sem soltar para conferir antes do tempo.
III- É necessário realizar aspiração da cavidade oral e oferecer O₂ sob máscara não reinalante a 10 a 15 L/min.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
III.
II.
I.
I e II.
II e III.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna abaixo:
____________ é a perda de sangue por ferimentos que perfuram o corpo. Pode ser interna, quando é causada por uma pancada forte, acidente de carro, queda ou perfuração que atinja um órgão ou vaso sanguíneo, ou externa.
O conceito acima refere-se a:
Parada cardiorrespiratória.
Hemorragia.
Insuficiência respiratória.
Estado de choque.
Obstrução de vias aéreas.
Um homem de 24 anos, vítima de trauma abdominal apresenta taquicardia de 132 bpm, pressão arterial de 86 × 54 mmHg, taquipneia, ansiedade e diurese reduzida. A perda sanguínea estimada é de, aproximadamente, 35% do volume circulante.
Segundo a classificação do choque hipovolêmico, esse quadro corresponde a choque hemorrágico
classe I, com sinais vitais preservados e mínima repercussão hemodinâmica apesar da perda volêmica moderada.
classe II, no qual ocorre taquicardia isolada sem hipotensão e com diurese ainda mantida em níveis adequados.
classe III, caracterizado por hipotensão, taquicardia acentuada e sinais de hipoperfusão orgânica progressiva.
classe IV, marcado por colapso circulatório profundo, rebaixamento importante do nível de consciência e anúria persistente.


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Em atendimento de urgência, paciente apresenta hemorragia externa em membro superior após corte profundo. Assinale a conduta imediata de enfermagem:
Elevar o membro e aplicar compressa fria sem compressão.
Lavar o ferimento com grande volume de água corrente e esperar estancar.
Aguardar avaliação médica sem intervir sobre o sangramento.
Colocar torniquete rígido diretamente sobre a ferida.
Aplicar compressão direta com curativo limpo sobre o local do sangramento.
Em pronto-socorro, um técnico em enfermagem atende uma vítima de colisão motociclística com suspeita de choque hemorrágico secundário a fratura exposta de fêmur. O paciente apresenta PA 80/50 mmHg, FC 130 bpm, pele pálida e sudorese fria. Considerando o atendimento inicial, o suporte básico de vida e o reconhecimento de situações de urgência, qual conduta é a adequada sob supervisão do enfermeiro?
Posicionar o paciente em decúbito lateral esquerdo para "drenagem", solicitar coleta de exames antes de obter acesso venoso e aguardar avaliação médica para iniciar monitorização.
Iniciar a avaliação pelo ABCDE, assegurar via aérea pérvia, ofertar oxigênio em máscara a 10 L/min, preparar dois acessos venosos calibrosos, realizar compressão hemostática local, imobilizar o membro afetado e comunicar a equipe para reposição volêmica e necessidade de transfusão.
Ofertar soro de hidratação por via oral, transferir o paciente para a maca sem imobilização do membro e registrar apenas parâmetros cardíacos iniciais.
Focar na higiene da ferida exposta com água e sabão, prosseguindo com o transporte sem suporte adicional por ausência de sangramento externo abundante.
Realizar curativo fechado na região torácica, priorizar a administração de analgésico intramuscular prescrito e deixar a avaliação de perfusão para momento posterior.
Ao realizar visita domiciliar, o técnico de enfermagem identifica ferimento com sangramento ativo em membro superior de um adulto após acidente doméstico.
Diante dessa situação, ao prestar os primeiros socorros, o profissional deve
elevar o membro acometido e aguardar a redução do sangramento antes de qualquer outra intervenção local.
cobrir o ferimento com material disponível, evitando compressão direta para reduzir desconforto durante o atendimento.
realizar a limpeza imediata da lesão com água corrente, priorizando a remoção de sujidades antes do controle do sangramento.
utilizar torniquete de forma imediata como medida inicial, independentemente da intensidade do sangramento apresentado.
aplicar compressão direta sobre o ferimento com material limpo, podendo associar elevação do membro, na ausência de suspeita de fratura.
A epistaxe posterior constitui emergência otorrinolaringológica que exige intervenção imediata. Um enfermeiro atende paciente com sangramento nasal volumoso bilateral não controlado por compressão digital. Durante avaliação, identifica hipotensão e taquicardia. O diagnóstico de enfermagem prioritário é:
Dor aguda.
Ansiedade.
Volume de líquidos deficiente.
Padrão respiratório ineficaz.
Risco de aspiração.
Durante o acompanhamento de uma puérpera de parto vaginal há 48 horas em visita domiciliar, o enfermeiro identifica que a paciente apresenta útero palpável ao nível da cicatriz umbilical, com consistência amolecida, e queixa-se de sangramento vaginal persistente com presença de coágulos, além de palidez cutânea e taquicardia leve. De acordo com o Guia do Pré-natal e Puerpério na Atenção Primária à Saúde (APS), a identificação precoce de complicações no período puerperal é fundamental para a redução da mortalidade materna por causas hemorrágicas. Analisando a situação clínica exposta e o processo de involução uterina esperado para o período, o enfermeiro deve proceder com a:
Orientação sobre a normalidade do sangramento abundante nos primeiros sete dias após o parto vaginal.
Aplicação local de compressas quentes sobre a região hipogástrica para estimular a contratilidade miometrial.
Realização imediata de massagem uterina bimanual e encaminhamento para avaliação médica de urgência.
Administração profilática de antibióticos de largo espectro sem a necessidade de avaliação física detalhada.


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Quanto à assistência de enfermagem no cuidado agudo, em relação a um paciente com hemorragia digestiva alta por úlcera péptica, são condutas adequadas, EXCETO:
Mantê-lo em jejum absoluto e sob monitorização contínua.
Priorizar acesso venoso calibroso.
Avaliar diurese como indicador de perfusão.
Administrar inibidor da bomba de prótons por via oral.
Observar alterações do nível de consciência.
F.T., gestante, 39 semanas, com diagnóstico de pré-eclâmpsia grave, foi transportada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) à maternidade de referência. Deu entrada consciente, com acesso venoso pérvio, em uso de sulfato de magnésio em bomba de infusão contínua e com sonda vesical de demora. Na prescrição médica, constava também gluconato de cálcio disponível à beira leito. F.T. foi submetida à cesariana e, imediatamente após o nascimento, foram administradas 10 UI de ocitocina por via intramuscular, conforme rotina institucional, para promover adequada contração uterina no pós-dequitação. No pós-parto imediato, a paciente evoluiu com sangramento aumentado, pulso de 112 bpm, índice de choque de 1,3 e pressão arterial de 88x56 mmHg. Diante do quadro clínico, aumentou-se a infusão venosa e foi prescrita ocitocina endovenosa.
Com base na situação descrita, é CORRETO afirmar que:
a ocitocina endovenosa foi utilizada no manejo da hemorragia pós-parto, atuando principalmente por promover vasoconstrição sistêmica e elevação da pressão arterial.
o sulfato de magnésio foi administrado com a finalidade principal de reduzir os níveis pressóricos da paciente.
a sondagem vesical foi realizada em razão da necessidade de cesariana de urgência, sendo dispensável o controle rigoroso do débito urinário no contexto da pré-eclâmpsia grave.
a prescrição de gluconato de cálcio à beira leito justifica-se por ser o antídoto indicado em caso de toxicidade pelo sulfato de magnésio.
a ocitocina intramuscular administrada após o nascimento não possui relação com a prevenção da hemorragia pós-parto.
A primeira medida diante de hemorragia externa é:
Administração de analgésico.
Compressão direta do local.
Uso de antibiótico.
Elevação obrigatória dos membros.
Transporte sem intervenção.
A identificação da origem do sangramento é vital para a hemostasia correta. Analise as afirmativas a seguir sobre a classificação das hemorragias quanto ao vaso sanguíneo lesado:
I.A hemorragia arterial caracteriza-se pela saída de sangue vermelho vivo, brilhante, em jatos pulsáteis sincronizados com o batimento cardíaco.
II.A hemorragia venosa apresenta fluxo de sangue vermelho escuro, contínuo e lento, escorrendo pela ferida.
III.A hemorragia capilar caracteriza-se por pequenos pontos de sangramento ou fluxo muito lento, geralmente de fácil controle.
Está correto o que se afirma em:
I e II apenas.
I, II e III.
I e III apenas.
II e III apenas.
III apenas.
Um paciente em uso terapêutico de heparina não fracionada para tratamento de evento tromboembólico desenvolve sangramento gengival, hematúria e equimoses espontâneas. Exames laboratoriais evidenciam aumento importante do TTPa, sugerindo efeito anticoagulante exacerbado. Diante do quadro, o enfermeiro suspeita de superanticoagulação induzida pelo medicamento. Sobre a heparina não fracionada e sua reversão, assinale a alternativa correta.
A vitamina K é o antídoto específico da heparina não fracionada, sendo utilizada na reversão imediata do quadro hemorrágico.
A redução do TTPa indica potencialização do efeito anticoagulante da heparina e maior risco de sangramento.
A protamina é o agente utilizado para neutralização dos efeitos anticoagulantes da heparina não fracionada.
A heparina atua por antagonismo direto da vitamina K no fígado, inibindo a síntese dos fatores de coagulação dependentes.


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A avaliação da hemorragia pós-parto envolve parâmetros clínicos que orientam a conduta, e o índice de choque corresponde ao indicador que
é aplicado para estimar instabilidade hemodinâmica, considerando a relação entre frequência cardíaca e pressão arterial diastólica.
apresenta valores reduzidos quando há comprometimento circulatório, sugerindo perda volêmica importante.
indica gravidade quando atinge valores iguais ou superiores a 0,9, sinalizando perda sanguínea significativa e necessidade de intervenção imediata.
utiliza a razão entre a pressão arterial sistólica e a frequência cardíaca, sendo valores elevados associados à adequada perfusão tecidual.
Ao atender um paciente com sangramento nasal ativo, com suspeita de epistaxe, o técnico de enfermagem deve
realizar a abertura de vias aéreas com a elevação do queixo e controlar sangramento através de compressão digital por 3 minutos.
manter a cabeça do paciente lateralizada e controlar sangramento através de compressão digital por 30 minutos.
garantir permeabilidade das vias aéreas e controlar sangramento através de compressão digital por 5 a 10 minutos.
aplicar compressa morna no dorso nasal e controlar sangramento através de compressão digital por 15 a 20 minutos.
realizar a hiperextensão da cabeça do paciente e controlar sangramento através de compressão digital por 60 minutos.
Analise as assertivas abaixo relacionadas ao choque hipovolêmico no trauma e a seguir, aponte a alternativa CORRETA.
I. A taquicardia e a hipotensão arterial são sinais clínicos compatíveis com choque hemorrágico.
II. A reposição volêmica deve ser iniciada preferencialmente por acessos venosos calibrosos periféricos.
III. A administração indiscriminada de grandes volumes de cristaloides, sem controle da fonte hemorrágica, pode agravar o quadro clínico.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
Apenas as assertivas I e III estão corretas.
Todas as assertivas estão corretas.
Apenas a assertiva II está correta.
Um paciente de 32 anos, vítima de ferimento por arma branca em abdome, é admitido na sala de emergência. Apresenta-se pálido, sudorético, agitado, com os seguintes parâmetros:
Gasometria arterial:
Considerando os princípios do atendimento ao trauma preconizados pelo Advanced Trauma Life Support e as diretrizes da American College of Surgeons, assinale a alternativa correta:
O paciente apresenta acidose respiratória primária, devendo ser priorizada ventilação mecânica imediata antes de qualquer outra intervenção.
Trata-se de acidose metabólica com hiperlactatemia secundária a choque hipovolêmico, sendo prioritário controle de hemorragia e protocolo de transfusão maciça.
A gasometria demonstra alcalose metabólica compensada, não havendo indicação de reposição volêmica agressiva.
A prioridade é administração de bicarbonato de sódio para correção do pH, pois a acidemia é o principal fator de risco imediato.
Os achados indicam choque neurogênico, justificando uso precoce de vasopressor antes de reposição volêmica.
Um adulto, vítima de acidente doméstico, apresenta hemorragia externa ativa em membro inferior, com sangramento abundante e contínuo, decorrente de ferida aberta. Durante a avaliação inicial, não há sinais imediatos de choque, e o atendimento ocorre ainda no local do evento. A conduta adequada a ser adotada como medida inicial complementar, após a compressão direta do local do sangramento, é:
oferecer líquidos via oral, para compensar a perda sanguínea
retirar os corpos estranhos visíveis, para facilitar a limpeza da ferida
manter o membro acometido em posição dependente, para reduzir a dor local
elevar o membro acometido, associando a medida à compressão direta do local da hemorragia