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A maioria dos casos de Hemorragia Pós-parto (HPP) ocorre em pacientes sem fatores de risco evidentes. No entanto, rastrear os fatores de risco das gestantes constitui uma recomendação importante para a prevenção, identificação e manejo adequado de tais quadros hemorrágicos. A identificação dos riscos auxilia profissionais e instituições de saúde que realizam partos a estarem preparados para tratá-las. Considerando essas recomendações e os atuais conhecimentos sobre a estratificação de risco para HPP, identifique nas opções abaixo aquela que apresenta APENAS condições que constituem alto risco para HPP de acordo com a Organização Panamericana de Saúde.
História prévia de HPP / Sobredistenção uterina por gestação múltipla / pré-eclâmpsia
Plaquetopenia abaixo de 100.000 / Placenta prévia ou inserção baixa de placenta / História prévia de Atonia uterina juntamente com pré-eclâmpsia leve
Hipertensão Gestacional / Cirurgia uterina prévia / Quatro partos vaginais anteriores
Obesidade materna com IMC acima ou igual a 32 / Três partos vaginais prévios / Corioamnionite
Sangramento ativo na admissão independente da Idade Gestacional / Sobredistensão uterina por polidrâmnio / Hipertensão gestacional grave
Sobre o hematoma subdural, é CORRETO afirmar que:
Decorre da ruptura traumática de artérias que atravessam o espaço entre a dura-máter e a superfície cerebral.
Na tomografia, apresenta-se na forma de uma lente côncavo-convexa, em formato de meia-lua.
Causa irritação meníngea, manifestando-se por cefaleia e fotofobia.
Decorre da ruptura de pequenas veias que passam através do espaço aracnoide, e pode estar associado a hematomas, contusões cerebrais e hemorragia intraventricular.
Atualmente as definições mais utilizadas para transfusão maciça (TM) são: troca de mais de 50% da volemia em até 3 horas e/ou perda de mais de 150 mL/minuto em um adulto, por pelo menos 20 minutos. A hemorragia não controlada seguida de ressuscitação maciça, usualmente com cristaloides e glóbulos vermelhos em grande volume, pode resultar na chamada "tríade letal". Fazem parte da tríade letal:
alcalose, coagulopatia e hipertermia.
acidose, coagulopatia e hipotermia.
coagulopadia, hipotermia e leucorredução.
acidose, coagulopatia e hipertemia.
alcalose, hipotermia e leucorredução.
Caso a prescrição médica seja de 1.500ml de soro fisiológico, para correr em 6 horas, você deverá instalar o soro com gotejamento aproximado de:
28 gotas.
10 gotas.
50 gotas.
83 gotas.
Homem, 65 anos, deu entrada no serviço de emergência apresentando expectoração sanguinolenta proveniente das vias aéreas. Devido ao sangramento intenso, cerca de 200 ml em 3 horas, necessitou de suporte clínico de emergência enquanto se investigava as causas. Assinale a alternativa que indica o termo correto para o sintoma descrito.
Epistaxe.
Hematêmese.
Hemoptise.
Hematoquezia.
Enterorragia.
As hemorragias da segunda metade da gestação são frequentes na obstetrícia. São causas de sangramento na segunda metade da gestação:
gravidez ectópica, rotura uterina e placenta prévia.
abortamento, descolamento amniótico e placenta prévia.
descolamento prematuro de placenta, placenta prévia e rotura uterina.
doença trofoblástica gestacional, descolamento amniótico e placenta prévia.
Hipoteticamente, um paciente adulto chega à UBS relatando que, durante jogo de recreação sob o sol, passou a apresentar sangramento nasal. Por se tratar de um quadro de epistaxe, a conduta correta nessa situação compreende, entre outras ações,
posicionar o paciente em decúbito lateral até o controle do sangramento.
aplicar compressa morna/quente sobre o dorso nasal por 10 a 15 minutos.
controlar o sangramento através de compressão digital sobre o dorso nasal por 5 a 10 minutos.
realizar aspiração da cavidade nasal para avaliar a origem do sangramento.
oferecer O2 sob máscara não-reinalante 10 a 15 l/min se SatO2 < 94%.
Em um paciente com hemorragia digestiva alta, qual é a prioridade de enfermagem para estabilização?
Administrar analgésicos fortes para controle da dor abdominal.
Monitorar os sinais vitais e o nível de consciência, com foco na pressão arterial e na frequência cardíaca.
Iniciar imediatamente a administração de alimentos líquidos para evitar a desnutrição.
Realizar a lavagem gástrica antes de avaliar o paciente.
Monitorar a função renal sem observar sinais vitais.
Com relação às síndromes hemorrágicas da segunda metade da gestação, assinale a alternativa CORRETA conforme o Manual de Gestação de Alto Risco (2022).
Placenta Prévia é definida como a placenta que se implanta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, a partir da 22ª semana de gestação.
No Descolamento Prematuro de Placenta o volume de sangue externado é diretamente proporcional ao acometimento fetal.
Os sinais e sintomas mais comumente relacionados à Placenta Prévia incluem dor abdominal de início súbito, sangramento vaginal caracteristicamente escurecido, hipersensibilidade à palpação uterina, hipertonia uterina e alterações na vitalidade fetal.
Ao contrário do que se pensa, o crescente aumento das cesáreas não favorece o aparecimento de acretismo placentário.
Os sinais e sintomas ao DPPNI são dor abdominal de início lento, sangramento vaginal caracteristicamente transparente, insensibilidade à palpação uterina.
Deve-se observar se o paciente está consciente e se ele responde adequadamente a perguntas básicas, como nome e idade. Também é preciso verificar se a respiração é adequada observando os movimentos torácicos e abdominais, e avaliar a presença e a natureza da hemorragia.
Certo
Errado
Qual é a prioridade na abordagem inicial ao atendimento de uma vítima com suspeita de politraumatismo, segundo última atualização do PHTLS (Prehospital Trauma Life Support) e ATLS (Advanced Trauma Life Support), conhecida como contenção de hemorragia externa grave?
E – Exposição.
D – Disfunção neurológica.
A – Via aérea e estabilização coluna vertebral.
X – Exsanguinação.
B – Ventilação.
Qual técnica é recomendada para controlar hemorragias de forma imediata:
Massagem cardíaca.
Aplicação de curativos hemostáticos.
Elevação da temperatura corporal.
Respiração boca a boca.
Paciente adulto, hospitalizado em clínica médica, relata para o médico que teve sangramento nasal durante a noite, que cessou rapidamente após manejo da equipe de Enfermagem. São condutas adequadas em casos de epistaxe, EXCETO:
Posicionar a cabeceira em Trendelenburg.
Garantir a permeabilidade das vias aéreas.
Controlar o sangramento através de compressão digital por 5 a 10 minutos.
Aplicar compressa gelada, se disponível, no dorso nasal.
Realizar a avaliação secundária com ênfase na identificação das causas.
De acordo com as práticas mais atuais baseadas em evidências científicas sobre a abordagem de enfermagem no manejo das hemorragias em situações de urgência e emergência, é uma abordagem correta
a reposição volêmica inicial em um paciente com choque hemorrágico deve priorizar a administração de cristaloides isotônicos em um volume de 30 mL/kg em um período de 30 minutos, seguida de avaliação contínua da resposta hemodinâmica e ajustes conforme necessário.
a utilização de ácido tranexâmico é recomendada nas primeiras 3 horas após o início de uma hemorragia significativa para reduzir a mortalidade, sendo administrado em uma dose inicial de 1 grama por via intravenosa, seguida de uma segunda dose de 1 grama em infusão contínua durante 8 horas.
em casos de hemorragia maciça, a estratégia de transfusão deve seguir uma proporção fixa de 1:1:1 de concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas, independentemente da disponibilidade dos componentes sanguíneos ou da presença de evidências laboratoriais indicando coagulopatia.
a pressão manual direta em uma hemorragia arterial deve ser realizada utilizando gaze estéril e mantida por um período mínimo de 10 minutos, sendo descontinuada progressivamente após a avaliação de hemostasia, com subsequente aplicação de curativo compressivo.
Durante uma avaliação ao paciente em uso de sonda vesical de demora, o auxiliar de enfermagem identificou a presença de sangue junto a urina na bolsa coletora do paciente. Esse achado é chamado de:
Hematúria.
Disúria.
Hematoquezia.
Urina concentrada.
Hematêmese.
Um motorista de UTI Móvel responde a uma ocorrência de acidente de trânsito com vítimas. Ao chegar ao local, o motorista encontra uma vítima com uma hemorragia arterial no braço causada por um corte profundo. A rápida decisão e ação correta são cruciais para salvar a vida da vítima. No manejo de uma hemorragia arterial externa em uma vítima de acidente, qual é a ação inicial mais apropriada para controlar o sangramento?
Aplicar um torniquete acima do ferimento imediatamente para cessar o fluxo sanguíneo.
Elevar o membro lesionado e aplicar pressão direta sobre o ferimento com um curativo estéril.
Administrar fluidos intravenosos para compensar a perda de sangue antes de tentar controlar o sangramento.
Cobrir o ferimento com uma bandagem compressiva e aguardar a chegada de auxílio médico adicional.
As hemorragias são perdas de sangue causadas pelo rompimento de vasos sanguíneos. Podem ser externas ou internas. Em primeiros socorros é importante observar sangramentos, bem como sinais que podem indicar choque hipovolêmico (causado por grande perda de sangue).
Em casos de hemorragias externas, qual a principal conduta inicial, enquanto aguarda chegada do serviço de emergência?
Conter a hemorragia com uso de torniquete.
Manter o local da hemorragia sempre elevado, acima do nível do coração.
Desagasalhar a vítima mantendo a temperatura corporal e do ambiente úmida e fresca.
Conter a hemorragia com pressão direta usando uma compressa ou um pano limpo.
Oferecer líquidos (aguas, chás, sucos) em grande quantidade para compensar a perda de volume.
O controle de hemorragias em pediatria em emergências exige intervenção precoce para prevenir choque hipovolêmico e morte, sendo um desafio crítico para o enfermeiro intensivista devido às particularidades infantis. Em relação aos princípios no atendimento de hemorragias pediátricas em terapia intensiva, marque a alternativa correta.
O volume sanguíneo total em crianças é significativamente maior do que em adultos, sendo que a perda de 20% do volume total em crianças geralmente não provoca choque hipovolêmico grave, o que permite abordagens menos agressivas inicialmente.
A abordagem inicial em um quadro de hemorragia grave deve priorizar a monitorização invasiva do paciente e a coleta de exames laboratoriais, com estabilização clínica sendo iniciada apenas após a confirmação diagnóstica do tipo e extensão da hemorragia.
A transfusão de hemoderivados em crianças com hemorragia grave deve seguir a proporção 1:1:1 (hemácias, plasma e plaquetas) para prevenir coagulopatia, sendo indicada em casos de hemorragia maciça.
Em crianças com sangramento ativo e instabilidade hemodinâmica, a reposição volêmica com solução salina hipertônica (3%) deve ser a primeira escolha para estabilização inicial, em virtude de seu efeito expansor intravascular imediato, sendo indicada preferencialmente a outros cristaloides.
O acesso venoso periférico em crianças com hemorragia deve ser tentado em até duas tentativas. Se não for bem-sucedido, deve-se considerar o uso de acesso intraósseo, especialmente em casos de instabilidade hemodinâmica, para administração rápida de fluidos e medicamentos.
A redução da mortalidade materna persiste como um desafio no Brasil. A hemorragia pós-parto é uma das principais causas dessa mortalidade. Analise as situações clínicas / condutas descritas na sequência a seguir, classificando-as conforme a estratificação de risco correspondente (B - Baixo, M - Médio ou A - Alto), de acordo com a recomendação atual da Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia.

Assinale a sequência correta.
B A A M M A
B M A M B M
M A M B A A
M M A M A A
A estratégia de atendimento com prioridade inicial ao controle da lesão externa exsanguinante é crucial, a mais recente edição do PHTLS introduziu o “X” (controle de hemorragia exsanguinante) no início do seu mnemônico de avaliação primária do trauma, seguido de A (airways) vias aéreas com controle da coluna cervical; B (breathing) respiração e ventilação; C (circulation) circulação com controle da hemorragia; D (disability) estado neurológico; E (exposure) exposição e controle da temperatura.
Com base no assunto, assinale a alternativa incorreta:
Se a hemorragia externa exsanguinante estiver presente, deve ser controlada antes mesmo da avaliação da via aérea (ou simultaneamente, se a assistência adequada estiver presente na cena) ou realização de outras intervenções, como a imobilização da coluna cervical.
Torniquetes são muito eficazes no controle de hemorragias graves e devem ser usados se houver possibilidade de pressão local, se um curativo de pressão não conseguir controlar a hemorragia de uma extremidade ou se não há operador suficiente disponível em cena para executar outros métodos de controle de sangramento.
Na compressão direta, o objetivo é estancar imediatamente o sangramento e facilitar a formação de um coágulo para realizar a hemostasia. Pressionase o local do sangramento com gaze ou um pano limpo (seco).
A Elevação do membro e a compressão de pontos arteriais são recomendadas pelo PHTLS, pois existem evidências científicas comprovando seus benefícios.
O que difere o X do C é que o X refere-se aos quadros de hemorragia externa grave visível (artérias ou veias de grande calibre). Já em C, deve-se assegurar que a hemorragia externa grave está controlada e localizar toda e qualquer hemorragia presente na vítima.