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Um homem de 24 anos, vítima de trauma abdominal apresenta taquicardia de 132 bpm, pressão arterial de 86 × 54 mmHg, taquipneia, ansiedade e diurese reduzida. A perda sanguínea estimada é de, aproximadamente, 35% do volume circulante.
Segundo a classificação do choque hipovolêmico, esse quadro corresponde a choque hemorrágico
classe I, com sinais vitais preservados e mínima repercussão hemodinâmica apesar da perda volêmica moderada.
classe II, no qual ocorre taquicardia isolada sem hipotensão e com diurese ainda mantida em níveis adequados.
classe III, caracterizado por hipotensão, taquicardia acentuada e sinais de hipoperfusão orgânica progressiva.
classe IV, marcado por colapso circulatório profundo, rebaixamento importante do nível de consciência e anúria persistente.
A primeira medida no atendimento inicial de uma hemorragia externa grave é:
elevar os membros inferiores.
administrar líquidos por via oral.
aplicar compressão direta sobre o local.
realizar imobilização cervical.
administrar analgésicos.
Uma paciente de 64 anos encontra-se internada para tratamento clínico e recebe prescrição de heparina de baixo peso molecular (HBPM) por via subcutânea, para profilaxia de tromboembolismo venoso. Qual dos cuidados é recomendado para administração segura da heparina subcutânea?
Após a aplicação, recomenda-se massagear o local para facilitar a dispersão do medicamento.
A agulha deve ser inserida em ângulo de 45°, independentemente da espessura do tecido subcutâneo.
Após a fazer a prega cutânea e inserção da agulha, realizar aspiração antes da injeção do medicamento.
A aplicação deve ser realizada, preferencialmente, na região abdominal anterolateral ou póstero-lateral, a pelo menos 5 cm do umbigo.
A classificação do choque hemorrágico orienta a reposição volêmica. Analise as afirmativas a seguir sobre os sinais clínicos do Choque Classe III (perda de 30 a 40% da volemia):
I.O paciente apresenta taquicardia acentuada (geralmente > 120 bpm), hipotensão arterial sistólica evidente e redução significativa do débito urinário (oligúria), indicando falha nos mecanismos compensatórios.
II.O estado mental mostra-se alterado, com confusão e ansiedade/agitação, devido à hipoperfusão cerebral progressiva.
III.A reposição volêmica deve ser feita exclusivamente com cristaloides aquecidos, sendo proibida a transfusão de hemoderivados nesta fase para evitar reações transfusionais.
Está correto o que se afirma em:
II e III apenas.
I apenas.
I e II apenas.
I, II e III.
I e III apenas.
Um paciente vítima de acidente automobilístico apresenta fratura exposta de fêmur, com sangramento ativo importante e sinais iniciais de hipoperfusão, e o técnico de enfermagem atua no atendimento imediato conforme os princípios do suporte ao trauma (XABCDE). São condutas iniciais adequadas nesse cenário, EXCETO:
Manipular e reposicionar fragmentos ósseos expostos para alinhar o membro e facilitar o transporte.
Realizar compressão direta sobre o sangramento e estabilizar o membro com imobilização provisória.
Priorizar o controle hemorrágico imediato antes de intervenções secundárias, reduzindo o risco de choque hipovolêmico.
Cobrir a fratura com curativo estéril e manter o membro imobilizado até avaliação definitiva.
Considerar o uso de torniquete em hemorragias extremas quando a compressão direta não for suficiente.
Paciente alcoólatra crônico apresenta hematêmese volumosa, hipotensão e sinais de choque hipovolêmico. A principal patologia associada e seu mecanismo são, respectivamente:
Gastrite erosiva – inflamação superficial autolimitada.
Varizes esofágicas – hipertensão portal com ruptura venosa.
Úlcera gástrica – perfuração da mucosa intestinal.
Síndrome de Mallory-Weiss – necrose transmural do esôfago.
Esofagite infecciosa – imunossupressão aguda.
Situação hipotética: após episódio de hematemese, um paciente encontra-se pálido, taquicárdico e hipotenso. Assertiva: antes de priorizar orientações dietéticas, a enfermagem deve avaliar repercussões hemodinâmicas, estabelecer monitorização e colaborar para acesso venoso e reposição conforme prescrição e protocolo.
Certo
Errado
Um paciente de 24 anos foi admitido na sala de trauma, após colisão entre sua motocicleta e um caminhão.
Apresenta amputação traumática parcial do membro inferior esquerdo com sangramento ativo abundante, Escala de Coma de Glasgow 9, frequência respiratória de 30 irpm, 89%, frequência cardíaca de 138 bpm e pressão arterial de 80/40 mmHg.
Considerando os princípios atuais da avaliação primária do paciente politraumatizado e a atuação da equipe de enfermagem, analise as afirmativas a seguir.
I. Na abordagem xABCDE, o controle imediato da hemorragia exsanguinante deve preceder a avaliação das vias aéreas.
II. Na avaliação primária do paciente politraumatizado, a sequência ABCDE deve ser iniciada obrigatoriamente pela avaliação do nível de consciência, uma vez que o paciente apresenta Escala de Coma de Glasgow 9.
III. Em pacientes traumatizados com hipotensão, a hemorragia deve ser presumida como causa do choque até que se prove o contrário.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
Um adulto, vítima de acidente doméstico, apresenta hemorragia externa ativa em membro inferior, com sangramento abundante e contínuo, decorrente de ferida aberta. Durante a avaliação inicial, não há sinais imediatos de choque, e o atendimento ocorre ainda no local do evento. A conduta adequada a ser adotada como medida inicial complementar, após a compressão direta do local do sangramento, é:
oferecer líquidos via oral, para compensar a perda sanguínea
retirar os corpos estranhos visíveis, para facilitar a limpeza da ferida
manter o membro acometido em posição dependente, para reduzir a dor local
elevar o membro acometido, associando a medida à compressão direta do local da hemorragia
Complete a lacuna.
O controle _____ da hemorragia é uma medida importante para reduzir o risco de agravamento do paciente.
Exclusivo.
Tardio.
Precoce.
Ocasional.
Facultativo.
Após um parto de emergência em via pública, a puérpera evolui, nos minutos subsequentes, com sangramento vaginal volumoso, útero flácido à palpação e aumento progressivo da perda sanguínea, sem sinais evidentes de dequitação incompleta no momento. Diante desse quadro, qual é a conduta inicial correta do técnico em enfermagem?
Realizar massagem uterina externa imediata, com monitorização contínua do sangramento.
Colocar a puérpera em posição de Trendelenburg para otimizar o retorno venoso.
Ofertar líquidos por via oral visando reposição volêmica imediata.
Aguardar a dequitação espontânea da placenta antes de qualquer intervenção.
Priorizar a clampagem tardia do cordão umbilical para redução de anemia neonatal.
No atendimento pré-hospitalar ou na emergência, a identificação do tipo de hemorragia é crucial para a escolha do método de contenção adequado. Um paciente apresenta um ferimento profundo no braço, com saída de sangue vermelho vivo, brilhante, e em jatos pulsáteis sincronizados com o batimento cardíaco. Assinale a alternativa que classifica corretamente essa hemorragia.
Hemorragia Venosa.
Hemorragia Interna.
Hemorragia Mista.
Hemorragia Capilar.
Hemorragia Arterial.
No pós-operatório imediato de cirurgias abdominais, a equipe de enfermagem deve realizar a monitorização contínua do paciente, com atenção aos sinais clínicos que possam indicar complicações precoces, como hemorragia interna. A identificação rápida dessas alterações é essencial para prevenir o agravamento do quadro hemodinâmico. Nesse contexto, qual achado clínico é característico de hemorragia interna no período pós-operatório imediato?
Bradicardia associada à elevação da pressão arterial sistêmica.
Tosse produtiva acompanhada de hipertermia.
Hipotermia associada à hiperglicemia transitória.
Taquicardia acompanhada de palidez cutânea e hipotensão.
Homem de 28 anos é admitido na sala de emergência após colisão automobilística em alta velocidade, sem uso de cinto de segurança. À admissão, apresenta rebaixamento do nível de consciência (Escala de Coma de Glasgow = 9), respiração ruidosa com presença de secreções e sangue em orofaringe, frequência respiratória de 28 irpm, pulso filiforme, pressão arterial de 80 × 50 mmHg, sudorese profusa e fratura exposta em terço médio de tíbia direita com sangramento ativo moderado. Considerando o protocolo de atendimento inicial ao politraumatizado preconizado pelo ATLS/PHTLS, a primeira intervenção que deve ser realizada pela equipe de enfermagem é:
assegurar a permeabilidade das vias aéreas, com aspiração de secreções e estabilização manual da coluna cervical, antes de qualquer outra intervenção.
puncionar dois acessos venosos periféricos calibrosos e iniciar reposição volêmica com cristaloides aquecidos para correção do choque hipovolêmico.
realizar compressão direta sobre o foco de fratura exposta com compressa estéril, a fim de conter o sangramento ativo e prevenir o agravamento do quadro hemodinâmico.
administrar oxigênio suplementar sob máscara não reinalante a 15 L/min e avaliar a expansibilidade torácica bilateral, a ausculta pulmonar e a presença de desvio de traqueia.
realizar avaliação neurológica detalhada pela Escala de Coma de Glasgow e pesquisa pupilar bilateral para definir a indicação de intubação orotraqueal de sequência rápida.
Após sofrer ferimento lacerante no membro inferior, um paciente apresenta palidez, pele fria, frequência cardíaca de 128 batimentos por minuto e pressão arterial de 88/56 mmHg. A cobertura compressiva encontra-se saturada de sangue. Diante desses achados, qual conduta imediata deve ser adotada pela equipe de enfermagem?
Manter a pressão direta, reforçar a cobertura sem retirar as compressas iniciais, monitorar os sinais vitais, prevenir a hipotermia e preparar o material para a reposição prescrita.
Retirar a cobertura saturada, limpar a ferida, aplicar uma nova compressão e elevar o membro até que a pressão arterial retorne aos valores habituais.
Afrouxar o curativo para observar o sangramento, oferecer líquidos por via oral e preparar a punção venosa depois que a frequência cardíaca apresentar redução.
Substituir repetidamente as compressas, aplicar pressão intermitente e colocar o paciente sentado para reduzir o fluxo sanguíneo no membro inferior até a avaliação da equipe.
A hemorragia pós-parto é condição potencialmente fatal, responsável por 140 mil mortes maternas por ano em todo o mundo, o que corresponde a uma morte materna a cada 4 minutos. Presente em 5% a 6% dos partos, é importante causa de morbimortalidade materna. A hemorragia puerperal pode ser dividida em primária, que ocorre nas primeiras 24 horas do puerpério, e secundária, com início 24 horas após o parto, podendo se estender por até 6 semanas. Com base na etiologia da hemorragia pós-parto, assinale a alternativa CORRETA que está relacionada a hemorragia pós-parto secundária.
Lacerações genitais.
Rotura uterina.
Atonia uterina.
Restos placentários.
Gestante MFO, 31 anos, com 34 semanas de gestação, chega à UBS referindo sangramento vaginal vivo e dor abdominal. Está pálida, ansiosa e informa redução dos movimentos fetais desde a noite anterior.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do enfermeiro.
Avaliar sinais vitais, acionar referência obstétrica e organizar transporte.
Orientar repouso domiciliar e retorno no próximo dia útil da unidade.
Inserir em grupo de gestantes e solicitar ultrassonografia eletiva.
Registrar a queixa e manter a rotina do pré-natal de baixo risco.
Realizar educação sobre sinais de parto e agendar consulta programada.
Associe a Coluna I à Coluna II.
Coluna I
1. Via aérea.
2. Respiração.
3. Circulação.
Coluna II
( ) Controle de hemorragias.
( ) Avaliação da ventilação.
( ) Garantia da permeabilidade das vias aéreas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
2 – 3 – 1.
3 – 2 – 1.
1 – 3 – 2.
2 – 1 – 3.
3 – 1 – 2.
Um homem de 32 anos é trazido ao prontosocorro após colisão de moto contra um caminhão. Ele usava capacete, mas foi encontrado inconsciente no local do acidente. À admissão, apresenta: Escala de Coma de Glasgow (ECG): 6 , FR: 36 irpm, com uso de musculatura acessória e estridor, PA: 70/40 mmHg, FC: 150 bpm, extremidades frias e pálidas, pupilas isocóricas e reativas, abdome distendido e doloroso, ausculta pulmonar: murmúrio vesicular presente bilateralmente. Considerando os princípios do atendimento ao politraumatizado, qual deve ser a conduta inicial mais adequada para esse paciente?
Iniciar reposição volêmica rápida com solução cristalóide aquecida e posterior avaliação de imagem abdominal.
Realizar intubação orotraqueal com proteção cervical, seguida de reposição volêmica e investigação da fonte hemorrágica.
Solicitar tomografia computadorizada de abdome para avaliar possível hemorragia intraabdominal.
Iniciar transfusão maciça imediata sem necessidade de estabilização da via aérea e coluna cervical
De acordo com o Advanced Trauma Life Support 2018, assinale a alternativa incorreta sobre os sinais e sintomas de hemorragia definidos pela classe III.
Necessidade de protocolo de transfusão massiva
Normotensão ou Hipotensão arterial
Taquicardia
Queda do débito urinário