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F.T., gestante, 39 semanas, com diagnóstico de pré-eclâmpsia grave, foi transportada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) à maternidade de referência. Deu entrada consciente, com acesso venoso pérvio, em uso de sulfato de magnésio em bomba de infusão contínua e com sonda vesical de demora. Na prescrição médica, constava também gluconato de cálcio disponível à beira leito. F.T. foi submetida à cesariana e, imediatamente após o nascimento, foram administradas 10 UI de ocitocina por via intramuscular, conforme rotina institucional, para promover adequada contração uterina no pós-dequitação. No pós-parto imediato, a paciente evoluiu com sangramento aumentado, pulso de 112 bpm, índice de choque de 1,3 e pressão arterial de 88x56 mmHg. Diante do quadro clínico, aumentou-se a infusão venosa e foi prescrita ocitocina endovenosa.
Com base na situação descrita, é CORRETO afirmar que:
a ocitocina endovenosa foi utilizada no manejo da hemorragia pós-parto, atuando principalmente por promover vasoconstrição sistêmica e elevação da pressão arterial.
o sulfato de magnésio foi administrado com a finalidade principal de reduzir os níveis pressóricos da paciente.
a sondagem vesical foi realizada em razão da necessidade de cesariana de urgência, sendo dispensável o controle rigoroso do débito urinário no contexto da pré-eclâmpsia grave.
a prescrição de gluconato de cálcio à beira leito justifica-se por ser o antídoto indicado em caso de toxicidade pelo sulfato de magnésio.
a ocitocina intramuscular administrada após o nascimento não possui relação com a prevenção da hemorragia pós-parto.