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Uma mulher idosa de 72 anos foi admitida na sala de emergência após ser atropelada por um veículo em baixa velocidade.
No atendimento inicial, encontrava-se pálida, com extremidades frias e sudorese discreta. Apresentava PA 118/74 mmHg; FR 24 irpm; SpO2 92% em ar ambiente; e FC 88 bpm. Observou-se confusão mental aguda com flutuação do nível de consciência e desorientação temporal. A paciente é portadora de hipertensão arterial em uso de metoprolol.
Durante a avaliação, a Enfermeira considerou que os sinais vitais não pareciam refletir a gravidade do quadro clínico de forma adequada.
Sobre esse caso, com base nas alterações fisiológicas do envelhecimento e nas respostas da paciente, assinale a afirmativa correta.
A confusão mental observada é compatível com demência preexistente, não sendo indicativa de alteração aguda relacionada à hipoperfusão.
O uso de betabloqueador pode mascarar a resposta compensatória de taquicardia, levando a subestimação da gravidade do choque hipovolêmico na pessoa idosa.
A estabilidade relativa da frequência cardíaca indica adequada perfusão tecidual, sendo o estado mental alterado esperado no processo fisiológico do envelhecimento.
A manutenção da pressão arterial dentro de valores aparentemente normais exclui choque compensado, sugerindo apenas resposta autonômica ao trauma sem risco de hipoperfusão orgânica.
A ausência de taquicardia significativa reduz a probabilidade de choque hipovolêmico, tornando mais provável que a alteração neurológica observada decorra apenas da lesão traumática cerebral.