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Uma paciente de 49 anos, em tratamento oncológico, compareceu à unidade de infusão para administração de antineoplásico vesicante por cateter venoso central totalmente implantado (portocath).
O dispositivo foi puncionado com agulha não cortante, sob técnica asséptica. A solução fisiológica infunde sem resistência aparente, não há edema, hiperemia ou abaulamento no sítio do reservatório, porém não se obteve refluxo sanguíneo mesmo após mudança de decúbito e solicitação para a paciente tossir e elevar o braço. A paciente informou que, na sessão anterior, “também demorou a voltar sangue, mas infundiram porque o soro entrava normal”.
Considerando os cuidados de enfermagem no uso de portocath e a prevenção de extravasamento de antineoplásicos vesicantes, assinale a opção que apresenta a conduta correta.
Repetir a punção do reservatório com nova agulha não cortante e, se a solução fisiológica infundir sem resistência e sem alteração local, iniciar o antineoplásico com vigilância contínua do sítio.
Considerar o dispositivo não liberado para administração do vesicante e seguir o protocolo institucional para investigação da ausência de refluxo antes de utilizar o portocath para essa infusão.
Realizar flushing pulsátil com solução fisiológica, sem exercer pressão excessiva, e liberar a infusão se a paciente permanecer sem dor, edema ou resistência à passagem da solução.
Administrar solução fisiológica por 10 a 15 minutos e, se não houver alteração local, iniciar o antineoplásico em velocidade reduzida, mantendo avaliação frequente do reservatório.
Utilizar acesso venoso periférico para administrar o antineoplásico vesicante, mantendo o portocath reservado para medicações não vesicantes até nova avaliação ambulatorial.