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Em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), o Enfermeiro realiza uma consulta de enfermagem para acompanhamento de uma mulher de 38 anos com diagnóstico de anemia por deficiência de ferro confirmado laboratorialmente (hemoglobina 9,2 g/dL, ferritina 5 ng/mL, VCM 68 fL), sem causa obstétrica identificada. A paciente refere uso irregular de sulfato ferroso prescrito há 30 dias e relato de náuseas após a ingestão. O Enfermeiro orienta a conduta com base nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Anemia por Deficiência de Ferro. Diante desse caso, assinale a alternativa CORRETA.
O quadro laboratorial descrito não caracteriza anemia ferropriva, pois os valores de hemoglobina acima de 8 g/dL são considerados normais pelo Ministério da Saúde para mulheres em idade fértil.
A presença de náuseas após o uso de sulfato ferroso indica contraindicação absoluta ao tratamento oral com ferro, sendo obrigatória a substituição imediata pela via parenteral, conforme o PCDT.
A irregularidade no uso do sulfato ferroso e os efeitos adversos relatados devem ser investigados pelo Enfermeiro, com orientações focadas em favorecer a adesão e tolerabilidade ao tratamento, além do monitoramento terapêutico.
O Enfermeiro deve suspender o acompanhamento da paciente e encaminhá-la exclusivamente ao hematologista, uma vez que anemia ferropriva fora do contexto gestacional não é condição manejada na Atenção Primária à Saúde (APS).
O valor de ferritina sérica de 5 ng/mL é parâmetro irrelevante para o diagnóstico e acompanhamento da anemia ferropriva, sendo a hemoglobina o único marcador válido pelo PCDT.