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A mensuração da pressão arterial é um procedimento de rotina, mas sujeito a erros sistemáticos quando a técnica não é rigorosamente observada, especialmente em pacientes com arritmias cardíacas, obesidade ou em uso de medicações vasoativas. Em um paciente adulto com fibrilação atrial e em uso de amiodarona, o técnico de enfermagem realizou a aferição da pressão arterial no membro superior direito, utilizando manguito de largura adequada (40% da circunferência braquial), e obteve dois valores com diferença de 12 mmHg entre a primeira e a segunda medidas. Para garantir a precisão da medida e minimizar os efeitos da variabilidade da frequência cardíaca, o profissional deve, como procedimento:
considerar o menor valor como válido, pois a redução da pressão arterial é esperada em pacientes com fibrilação atrial, e registrar apenas a segunda medida
repetir a medida por mais três vezes, intercalando intervalos de 2 minutos entre cada uma, e calcular a média aritmética das cinco aferições, desprezando a primeira
suspender a aferição por 5 minutos, reaplicar o manguito no membro contralateral e considerar o valor mais baixo como referência para ajuste da medicação
utilizar o mesmo manguito e realizar as medidas em ambos os braços, adotando o valor mais alto entre os dois membros, pois isso reflete a pressão central