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O monitoramento da terapia anticoagulante oral com varfarina sódica é realizado através do Tempo de Protrombina (TP) e do RNI (Razão Normalizada Internacional). Assinale a alternativa que interpreta corretamente o resultado do RNI e a conduta de enfermagem associada.
Um RNI entre 2,0 e 3,0 é geralmente considerado a faixa terapêutica alvo para a maioria das indicações; o técnico deve orientar o paciente a manter a dieta estável em vitamina K e comunicar sinais de sangramento gengival ou hematúria.
Um RNI de 1,0 indica que o sangue está excessivamente "fino" (hipocoagulável), havendo risco iminente de hemorragia cerebral, devendo a enfermagem administrar vitamina K endovenosa imediatamente.
A ingestão de álcool e o uso de antibióticos não interferem no resultado do RNI, permitindo que o paciente mantenha seus hábitos de vida sem restrições durante o tratamento com varfarina.
O RNI avalia a via intrínseca da coagulação, sendo o exame de escolha para monitorar o uso de heparina não fracionada em infusão contínua na bomba de seringa.
Valores de RNI acima de 5,0 são considerados normais para pacientes com próteses valvares mecânicas, não necessitando de suspensão da dose ou comunicação ao médico assistente.
A verificação precisa dos sinais vitais pode revelar alterações cardíacas sutis. Assinale a alternativa que define corretamente o "Déficit de Pulso" e o procedimento técnico para sua verificação.
O déficit de pulso ocorre quando a pressão arterial sistólica é menor que 90 mmHg, impedindo a palpação do pulso carotídeo, devendo ser verificado apenas com o uso de doppler vascular.
Trata-se da diferença entre a temperatura axilar e a retal, indicando infecção sistêmica quando superior a 1 grau Celsius.
Refere-se à diferença entre a frequência de pulso em repouso e após esforço físico, utilizada para calcular a reserva cardíaca do paciente idoso.
O déficit de pulso é a diferença numérica entre a frequência cardíaca apical (auscultada no ápice do coração) e a frequência de pulso radial, verificadas simultaneamente por dois profissionais durante um minuto; sua presença indica que nem todas as contrações cardíacas estão gerando uma onda de pulso periférica, comum em fibrilação atrial.
O déficit de pulso é a diminuição da amplitude do pulso durante a inspiração profunda, conhecido também como pulso paradoxal, indicativo de tamponamento cardíaco.
Em uma unidade de emergência, um paciente clínico em monitorização cardíaca contínua apresenta ritmo irregular no monitor, com ondas de amplitude variável e ausência de ondas P visíveis. O paciente encontra-se consciente, com sinais vitais estáveis. Considerando o cuidado de enfermagem frente a essa situação, assinale a alternativa que indica uma conduta correta.
Tratar imediatamente como fibrilação ventricular e iniciar desfibrilação.
Administrar antiarrítmico de emergência antes da avaliação clínica.
Considerar taquicardia ventricular e iniciar manobras de RCP.
Reconhecer a possibilidade de artefato ou fibrilação atrial e verificar posicionamento dos eletrodos e pulso periférico.
Ignorar o traçado por se tratar de alteração comum em monitores.
Um paciente de 58 anos, portador de fibrilação atrial em uso contínuo de anticoagulante oral, é internado para realização de biópsia hepática percutânea guiada por ultrassonografia. Na admissão para o procedimento, apresenta PA 150x90 mmHg, frequência cardíaca de 92 bpm e exames laboratoriais com INR de 3,2.
Considerando a segurança do paciente e a atuação da Enfermagem em procedimentos invasivos, identifique a alternativa CORRETA.
Comunicar a equipe médica sobre o INR elevado, checar protocolo institucional para anticoagulação e postergar o procedimento até adequação dos parâmetros de coagulação.
Suspender o monitoramento hemodinâmico durante o procedimento, priorizando apenas a assistência médica direta.
Encaminhar o paciente imediatamente para o procedimento, pois o INR elevado não interfere em biópsias guiadas por imagem.
Administrar analgésico e sedativo conforme prescrição prévia, independentemente dos resultados laboratoriais.
Orientar repouso domiciliar após o procedimento, dispensando monitorização de sinais vitais nas primeiras horas.
Um paciente em uso de terapia anticoagulante oral necessita de monitoramento laboratorial rigoroso para ajustar a dose do medicamento, mantendo o equilíbrio entre a prevenção de eventos trombóticos e o risco de sangramentos. A equipe de enfermagem desempenha um papel vital na coleta correta das amostras, na identificação de sinais de complicação e no entendimento dos mecanismos de ação dos fármacos e seus respectivos exames de controle. Com base nos princípios da fisiologia da coagulação e da farmacologia dos anticoagulantes, assinale a alternativa correta.
A fibrinólise é a etapa final da formação do coágulo sanguíneo, na qual a plasmina converte o fibrinogênio solúvel em fibrina insolúvel, reforçando a estrutura do trombo para garantir a hemostasia definitiva.
A varfarina, um anticoagulante oral, atua inibindo a síntese dos fatores de coagulação dependentes da vitamina K, sendo seu efeito monitorado pelo Tempo de Protrombina (expresso em INR) e revertido pela administração de vitamina K.
A heparina não fracionada, administrada por via parenteral, tem seu efeito anticoagulante monitorado pelo INR (International Normalized Ratio), e seu antídoto específico em casos de superdosagem e sangramento é a vitamina K.
As plaquetas, primeiros elementos a agir em uma lesão vascular, são as responsáveis diretas pela produção de fibrina, formando uma rede insolúvel que estabiliza o coágulo inicial em um processo conhecido como hemostasia primária.
O Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA ou aPTT) é o exame laboratorial de escolha para avaliar a via extrínseca da cascata de coagulação, sendo o principal teste para o ajuste de dose de anticoagulantes orais.


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A verificação dos sinais vitais (SSVV) é uma das técnicas mais essenciais e frequentes executadas pelo técnico de enfermagem. Ela fornece dados basais sobre o estado hemodinâmico, respiratório e térmico do paciente. Uma aferição imprecisa da pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória ou temperatura pode levar a interpretações clínicas equivocadas e atrasos no diagnóstico de condições graves. O profissional deve dominar a técnica correta, os valores de referência e os fatores que podem interferir em cada medida. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.Na aferição da pressão arterial (PA) em adulto, o manguito deve ter uma bolsa inflável cuja largura corresponda a 40% da circunferência do braço e seu comprimento envolva pelo menos 80%, sendo que um manguito estreito (pequeno) pode subestimar os valores da PA.
II.A frequência respiratória (FR) em um adulto em repouso é considerada normal (eupneia) na faixa de 12 a 20 incursões por minuto (ipm), sendo a taquipneia definida como uma FR acima de 20 ipm.
III.Ao verificar o pulso apical em um paciente com diagnóstico de fibrilação atrial (arritmia), o técnico de enfermagem deve contar os batimentos por 30 segundos e multiplicar o resultado por dois para obter a frequência cardíaca por minuto.
Está correto o que se afirma em:
III apenas.
I e II apenas.
I, II e III.
I e III apenas.
II apenas.
Na abordagem eletiva da fibrilação atrial, a dose de energia inicial monofásica recomendada é de ______, já a bifásica é de ______. Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
100 J / 200 J
120 J / 100 J
200 J / 200 à 360 J
200 J / 120 à 200 J
Um estudo reportou que atletas de elite do sexo feminino que praticam esportes de endurance (longa duração), em comparação com mulheres não atletas, apresentam um risco relativo para fibrilação atrial de 3,67 (IC 95%, 1,71-7,87). Com base nesses dados, é CORRETO afirmar que:
O risco de fibrilação atrial é significativamente menor nos atletas de elite do que na população geral.
O risco de fibrilação atrial entre as atletas é 3,67% maior do que em mulheres não atletas.
O risco de fibrilação atrial entre as atletas equivale a 3,67 vezes o risco observado em mulheres não atletas.
Não há associação significativa, pois a ampla variação do intervalo de confiança indica que os resultados não são precisos.
Paciente em observação, no serviço de emergência, realizou um eletrocardiograma. O traçado eletrocardiográfico obtido está apresentado na imagem a seguir:

Com base na imagem apresentada, o ritmo cardíaco evidenciado é compatível com:
Bradicardia sinusal.
Bloqueio atrioventricular de 2º grau.
Bloqueio atrioventricular de 1º grau.
Fibrilação atrial.
Ritmo sinusal com extrassístoles.
Em um paciente com fibrilação atrial, qual método de aferição de pulso periférico é mais confiável?
Contagem por 15 segundos e multiplicação por 4 no pulso radial.
Contagem simultânea de frequência respiratória e pulso durante 30 segundos.
Palpação do pulso braquial durante 10 segundos.
Contagem completa de 60 segundos no pulso apical com estetoscópio.


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Durante a consulta de enfermagem, um paciente de 62 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica e fibrilação atrial, refere episódios de tontura, cansaço aos esforços e relata dificuldade em manter adesão ao uso da varfarina devido a esquecimentos e à falta de compreensão sobre a importância do tratamento. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 168/92 mmHg, frequência cardíaca irregular em torno de 120 bpm e discreto edema maleolar. Com base nesse cenário clínico, assinale a alternativa correta quanto às intervenções de enfermagem prioritárias.
Reforçar a importância do controle pressórico apenas através de medidas não farmacológicas, uma vez que o uso de múltiplos medicamentos pode aumentar o risco de interações adversas.
Orientar o paciente quanto ao risco de eventos tromboembólicos relacionados à fibrilação atrial, destacando sinais de alerta para sangramentos, além de incentivar estratégias para adesão ao uso correto da varfarina.
Suspender imediatamente a administração de todos os anti-hipertensivos, registrando em prontuário, visto que a pressão arterial elevada pode estar relacionada exclusivamente à baixa adesão ao anticoagulante.
Indicar ao paciente que aumente abruptamente a ingestão de vegetais ricos em vitamina K, pois isso potencializa o efeito terapêutico da varfarina e reduz riscos hemorrágicos.
Minimizar a importância do edema maleolar, uma vez que esse sinal é considerado irrelevante na prática clínica, não necessitando de registro ou acompanhamento.
Durante a avaliação do sistema cardiovascular, a identificação de um pulso deficitário, caracterizado pela diferença entre a frequência cardíaca apical e a frequência do pulso periférico, é um achado clínico relevante. A principal condição cardíaca associada à ocorrência de pulso deficitário é a:
fibrilação atrial com resposta ventricular rápida
bradicardia sinusal persistente
taquicardia ventricular monomórfica
bloqueio atrioventricular de primeiro grau
Arritmia que raramente ocorre na ausência de patologia cardíaca, estando associada à patologia valvar mitral ou tricúspide, doença pulmonar obstrutiva crônica, embolia pulmonar, tireotoxicose, obesidade, apnéia obstrutiva do sono e pericardite. Apresenta ondas F geralmente negativas. Pode ocorrer após cirurgia cardíaca, desencadeada por circuito de reentrada intra-atrial. As manifestações clínicas incluem palpitações, vertigens, hipotensão, diaforese. É uma arritmia revertida com a cardioversão elétrica, porém, devido ao risco de embolização sistêmica, a anticoagulação oral é indicada. Trata-se da seguinte arritmia:
fibrilação atrial.
taquicardia ventricular polimórfica.
torsade de pointes.
flutter atrial.
taquicardia atrial multifocal.
A desfibrilação é a tentativa elétrica de parar uma arritmia letal, como a fibrilação ventricular. Um desfibrilador externo automático (DEA) torna possível que pessoas apenas com treinamento em suporte básico de vida o utilizem para desfibrilar. Sobre o manejo do paciente com arritmia, uso do DEA e implementação do procedimento de desfibrilação, assinalar a alternativa CORRETA.
Mesmo que o DEA esteja disponível imediatamente, não conectar o dispositivo ao paciente. Não existe pressa para a realização da desfibrilação.
O DEA não deve ser aplicado em um paciente que esteja inconsciente, sem respirar e sem pulso.
Começar com compressões no tórax e continuar até que o DEA seja conectado ao paciente e o comando verbal do dispositivo informe: “não toque no paciente”.
A colocação da pá alternativa do DEA é obrigatória, pois o DEA analisa os principais ritmos cardíacos usando a derivação III.
É importante que o técnico em enfermagem tenha conhecimento básico de eletrocardiograma para que consiga reconhecer situações de urgência e emergência, e prestar um atendimento rápido e preciso, evitando danos irreversíveis. Sobre a imagem a seguir, assinale a alternativa que corresponde ao ritmo cardíaco.

Fibrilação atrial.
Fibrilação ventricular.
Taquicardia ventricular.
Assistolia.
Atividade elétrica sem pulso.


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A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca mais comum. É caracterizada pela propagação de múltiplas frentes de ondas em diferentes direções, causando atividade atrial desorganizada, mas sem contração atrial efetiva. É imprescindível ao enfermeiro o reconhecimento dos traçados eletrocardiográficos para que haja uma tomada de decisão rápida. Sendo assim, assinale a alternativa que compreenda uma fibrilação atrial.





Analise as assertivas e assinale a alternativa que apresenta achados da fibrilação atrial ao eletrocardiograma.
-
I. Ausência de ondas T.
II. Intervalos R-R anormalmente irregulares.
III. Presença de ondas U entre os complexos QRS.
IV. Ausência de qualquer atividade elétrica atrial organizada.
Apenas I e IV estão corretas.
Apenas II e III estão corretas.
Apenas II e IV estão corretas.
Apenas I e III estão corretas.
A fibrilação atrial persistente é aquela na qual a cardioversão falhou ou na qual se optou pela não reversão.
Certo
Errado
A cardioversão elétrica pode ser indicada após anticoagulação por, no mínimo, três semanas com uso de varfarina ou rivaroxabana.
Certo
Errado
Ao se realizar o eletrocardiograma, é comum ver a substituição das ondas P por um tremor de alta frequência da linha de base, o qual pode variar em forma e amplitude.
Certo
Errado