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Ao iniciar sua passagem pelos leitos para a administração de medicamentos, o técnico de enfermagem observa que o acesso venoso periférico em uso por um paciente apresenta eritema, dor, calor e endurecimento palpável no local da punção. Esse quadro sugere
extravasamento.
infiltração.
flebite.
infecção sistêmica.
oclusão do cateter.
O uso do garrote é uma técnica essencial para procedimentos de punção venosa, devendo ser realizado de forma adequada para garantir segurança do paciente e eficácia do procedimento. Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir sobre o tempo de aplicação do garrote:
I. O garrote deve ser aplicado por tempo máximo de 1 minuto, para evitar alterações na composição do sangue.
II. Caso o garrote permaneça por mais de 1 minuto, há risco de hemólise e consequente alterações nos resultados dos exames.
III. O tempo máximo de aplicação do garrote para localizar a veia é de 45 segundos.
É correto o que se afirma em:
I, II e III.
I e II, apenas.
III, apenas.
II e III, apenas.
I, apenas.
Se uma punção venosa foi realizada na veia cefálica, na fossa cubital, podemos concluir que a inserção do cateter foi:
Na mão.
Na cabeça.
No pé.
Na virilha.
No braço.
Foi solicitada a realização do procedimento de inserção de um cateter venoso periférico em um paciente idoso, que, durante a inspeção, apresentou veias frágeis e histórico de múltiplas punções. Levando em consideração os termos técnicos, as etapas do procedimento e as complicações associadas, assinale a alternativa correta.
A flebite mecânica está relacionada à osmolaridade e ao pH das soluções infundidas.
A flebite mecânica está relacionada, principalmente, à irritação física, geralmente devida ao trauma provocado por um cateter venoso periférico na parede do vaso.
O garrote deve permanecer aplicado durante toda a infusão para evitar refluxo sanguíneo.
A escolha de cateteres de maior calibre reduz o risco de infiltração em pacientes idosos.
A flebite mecânica está relacionada somente ao pH das soluções infundidas.
O técnico de enfermagem recebe prescrição médica para administrar antibiótico intravenoso (ceftriaxona 1g diluído em 100 mL de soro fisiológico 0,9%) em paciente adulto de 45 anos, internado com pneumonia bacteriana. O paciente possui acesso venoso periférico em membro superior direito instalado há 72 horas. Durante avaliação do acesso, o técnico observa que o local da punção apresenta hiperemia, endurecimento ao redor do cateter, dor à palpação e calor local. O paciente relata que "o local está dolorido desde ontem". Sinais vitais: PA 120/80 mmHg, FC 88 bpm, Temperatura 38,2°C. Considerando os princípios de terapia intravenosa, sinais de complicações e condutas de enfermagem, qual é a ação CORRETA?
Retirar imediatamente o acesso; realizar antissepsia com clorexidina alcoólica; aplicar compressa morna; puncionar novo acesso em local diferente; comunicar e registrar complicação.
Manter acesso atual pois permaneceu 72 horas, inferior ao limite de 96 horas; administrar medicação mais lentamente; aplicar pomada anti-inflamatória no local da punção.
Trocar apenas o curativo realizando limpeza com clorexidina alcoólica; administrar medicação em maior volume de soro para reduzir concentração; reavaliar local após 24 horas.
Administrar antibiótico pelo acesso atual após flush com soro fisiológico; aplicar compressa fria para reduzir inflamação; observar sinais de piora durante infusão da medicação.
Sobre a escolha do calibre do cateter venoso periférico para infusão rápida de grandes volumes em um paciente adulto, assinale a alternativa correta.
Cateteres de maior número (22G, 24G) permitem maior fluxo de infusão.
Cateteres de menor calibre são indicados para reposição volêmica rápida.
Cateteres de maior calibre (menor número, como 14G ou 16G) permitem maior fluxo de infusão.
O calibre do cateter não interfere na velocidade de infusão.
Um paciente internado mantém cateter venoso periférico sem utilização ativa há vários dias, apresentando dor local, hiperemia e endurecimento venoso. Durante avaliação, o Enfermeiro discute medidas preventivas relacionadas às infecções e complicações associadas ao uso de dispositivos invasivos. Diante desse caso, assinale a alternativa CORRETA.
O cateter deve ser mantido preventivamente, independentemente da necessidade clínica atual.
A retirada do cateter somente deve ocorrer após surgimento de infecção sistêmica grave.
A necessidade de permanência do dispositivo deve ser reavaliada continuamente, considerando risco de flebite, infiltração e infecção relacionada à assistência.
Alterações locais discretas não possuem relevância clínica.
No momento da administração de medicamento por via endovenosa, o paciente refere dor e o técnico de enfermagem (TE) observa edema no local.
Diante dessa situação, o TE deve
reduzir a velocidade de infusão.
dar continuidade à administração e observar evolução.
interromper a infusão e reavaliar o acesso.
aplicar compressa quente imediatamente.
administrar analgésico para controle da dor.
Conforme o caderno Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (2017), são cuidados relacionados à punção venosa periférica, EXCETO:
Higienizar as mãos antes e após a inserção de cateteres e para qualquer tipo de manipulação dos dispositivos.
Trocar as coberturas dos cateteres em intervalos preestabelecidos, pois elas protegem o sítio de punção e minimizam a possibilidade de infecção.
Selecionar o cateter periférico com base no objetivo pretendido, na duração da terapia, na viscosidade do fluido, nos componentes do fluido e nas condições de acesso venoso.
Limitar no máximo a duas tentativas de punção periférica por profissional e, no máximo, quatro no total.
A flebite é a inflamação da parede de uma veia, geralmente causada por cateteres venosos periféricos, e requer monitoramento e cuidados imediatos para prevenir complicações como a trombose. Na escala de flebite, em caso de eritema no local de acesso com ou sem dor, qual é o grau?
Zero.
Um.
Dois.
Três.
Ao realizar o monitoramento do local de inserção do cateter periférico em um paciente no qual está sendo administrado um medicamento endovenoso, o técnico de enfermagem observa presença de edema ao redor do local de inserção e diminuição significativa da velocidade de infusão. Além de comunicar a ocorrência ao enfermeiro, o técnico de enfermagem deve saber que, nessa situação, uma das recomendações seria
interromper imediatamente a infusão do medicamento, com remoção do cateter.
aplicar compressa morna e prosseguir com a infusão.
realizar o flushing com solução fisiológica a 0,9% tentando desobstruir o cateter.
aumentar o gotejamento para restabelecer o fluxo da infusão.
massagear o local para melhorar a absorção do medicamento e diminuir o edema.
O acesso venoso periférico é uma técnica invasiva comum e de competência da equipe de enfermagem (incluindo os técnicos), para a administração de fluidos e medicamentos. Consiste na inserção de um cateter em veia periférica, sendo essencial para terapia intravenosa. A equipe deve seguir protocolos, realizando antissepsia, escolha adequada do dispositivo e fixação segura, geralmente com duração de 96 horas, para evitar flebites e infecções.
Considerando a Lei n.º 7.498/1986, Art. 2º, parágrafo único, “[...] a enfermagem é exercida privativamente pelo Enfermeiro, pelo Técnico de Enfermagem [...], respeitados os respectivos graus de habilitação.” Segundo o seu Art. 11, “[...] o Enfermeiro exerce privativamente: [...] cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida e cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas [...]”. Por sua vez, o Art. 12 dispõe que o “Técnico de Enfermagem exerce atividade de nível médio, envolvendo orientação e acompanhamento do trabalho de enfermagem em grau auxiliar, e participação no planejamento da assistência de enfermagem [...]”. O Art. 15 acrescenta que as atividades contidas no Art. 12, “[...] quando exercidas em instituições de saúde [...], somente podem ser desempenhadas sob a orientação e supervisão do Enfermeiro.”
Mediante tais informações, é possível afirmar que compete ao técnico de enfermagem:
Inserir o cateter venoso periférico, quando se tratar de pacientes graves e com risco iminente de morte, em razão da complexidade dessa técnica.
Participar da fixação e manutenção do acesso venoso periférico, sendo vedada a sua atuação na punção propriamente dita.
Realizar a punção venosa periférica de forma autônoma, assumindo integralmente a responsabilidade pelo procedimento e pela decisão clínica relacionada ao acesso venoso.
Realizar a punção venosa periférica, desde que habilitado, seguindo protocolos institucionais e sob a orientação e a supervisão do enfermeiro.
Realizar a punção venosa periférica de forma autônoma, sem necessidade de supervisão do enfermeiro, em instituições privadas.
A punção venosa periférica exige o conhecimento do código universal de cores que identifica o diâmetro dos dispositivos intravasculares. O cateter agulhado (tipo Jelco) de calibre 24G, indicado para veias frágeis, idosos e neonatologia, possui o canhão na cor:
Verde.
Cinza.
Rosa.
Amarela.
Azul.
Analise os materiais abaixo destacados, todos são empregados para a realização da punção venosa periférica. No entanto, há um erro em uma das alternativas, assinale-a:
Algodão embebido em álcool 70% ou álcool sachê.
Cateter rígido ou flexível, dependendo da finalidade do acesso periférico.
Seringa de 10 ml com SF 0,9% para salinização, previamente identificada.
Conector valvulado ou extensor polivias conforme a necessidade ou disponibilidade.
Luvas estéreis.
João, 40 anos, faz uso de medicação endovenosa em regime de infusão intermitente e encontra-se em uso de cateter venoso periférico confeccionado com poliuretano. O acesso venoso periférico de João é de fácil obtenção e não há sinais de complicações. Considerando que durante o atendimento, o profissional deve observar os prazos de segurança para a manutenção dos dispositivos, de acordo as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, qual o período recomendado para troca do cateter e do equipo utilizado por João?
Fonte: Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: Anvisa, 2017. Caderno 4.
Cateter: 72 horas / Equipo: a cada 72 horas.
Cateter: 96 horas / Equipo: a cada 24 horas.
Cateter: 72 horas / Equipo: a cada 24 horas.
Cateter: 7 dias / Equipo: a cada 96 horas.
Cateter: 7 dias / Equipo: a cada 24 horas.
A punção venosa periférica consiste na inserção de um acesso à corrente sanguínea do paciente por meio de uma agulha ou cateter especial que, geralmente, permanece por até 96 horas, mantido por infusão contínua de solução glicoeletrolítica (soro) ou por sistema fechado e salinizado.
Antes da administração de medicamentos pela via venosa periférica, é necessária a identificação de se o cateter está pérvio para prevenir complicações como:
flebite e tromboflebite devido à infusão ser interrompida temporariamente, observada pela ausência de gotejamento da solução glicoeletrolítica ou por presença de massa semissólida de sangue e linfa.
fratura e migração do cateter após ruptura e deslocamento do fragmento para o interior venoso, geralmente para a veia jugular interna, percebido como uma complicação tardia.
infiltração e extravasamento de soluções vesicantes podem não demonstrar sinais visíveis de edema e hiperemia local, mas profundamente provocam inflamação, bolhas, isquemia ou necrose extensa variável.
hematoma por extravasamento de hemossiderina da parede da veia puncionada após laceração do vaso, perfuração da parede contralateral ou por uso inadequado do torniquete pneumático.
obstrução por coágulo quando da mobilização excessiva do acesso, uso inadequado de cateteres muito calibrosos e medicamentos irritantes provocando enduração no trajeto venoso e até secreção local.
Os registros de enfermagem são parte integrante dos cuidados de enfermagem. Assim, todos os profissionais devem estar cientes das regulamentações legais que os fundamentam. Ao realizar acesso venoso periférico, é preciso anotar:
data e hora da avaliação; localização (se aplicável); anotar presença de edemas, distensão abdominal, entre outros; dados de aplicação de Escala de dor, de acordo com a faixa etária e rotina da instituição, incluindo valor do escore aferido; intercorrências e/ou providências adotadas para alívio da dor; nome completo e Coren do responsável pelo procedimento.
data e hora do procedimento; tipo de dreno – dreno de sucção, dreno tubular, penrose, etc.; aspecto do local da inserção; volume e aspecto de secreção drenada; material utilizado para higienização e cobertura da inserção; intercorrências e providências adotadas.
data e hora da punção; motivo da punção (inicial ou troca); local; condições do local da punção (pele e rede venosa local); número de punções; tipo e calibre do cateter; permeabilização/heparinização; intercorrências e providências adotadas; medida de segurança adotada (tala ou contenção); queixas; nome e Coren do responsável pelo procedimento.
queixas, intercorrências e providências adotadas; relacionadas a administração dos medicamentos; no caso de administração dos medicamentos por meio de um dispositivo venoso já existente (cateter venoso periférico ou central), registrar por onde foi administrado o medicamento.
A escolha de um acesso venoso se faz necessária para a administração de medicamentos e fluidos diretamente no sistema circulatório, principalmente em pacientes que apresentam intolerância ao uso de medicamentos orais ou necessitam da rápida atuação da droga no organismo (Brasil, 2023). Para evitar a ocorrência de flebite, é CORRETO afirmar que deve-se:
Administrar os medicamentos em temperatura não ambiente.
Deixar um tempo longo de permanência do cateter.
Fazer infusões muito rápidas.
Aplicar medicamentos mais concentrados.
Realizar a troca dos cateteres periodicamente.
Ao verificar a prescrição médica, o enfermeiro constatou que havia sido determinada a suspensão de medicação por via endovenosa, portanto o acesso venoso periférico deveria ser retirado. Considerando que o paciente em questão fazia uso de anticoagulante, ao realizar a prescrição de enfermagem o enfermeiro deve, entre outras intervenções, estabelecer que, após a retirada do cateter periférico, deverá ser aplicada pressão no local de ___ minutos, utilizando-se ___.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da afirmação.
10 a 15 ... compressa de gaze seca
2 a 3 ... algodão embebido em solução de clorexedina 0,5%
5 a 10 ... compressa de gaze estéril seca
5 a 10 ... compressa de gaze estéril embebida em solução de clorexedina 5%
2 a 3 ... algodão embebido em álcool 70%
Em situações de emergência, e por curto período, as drogas vasoativas podem ser administradas por acesso venoso periférico.
Nessa condição, o enfermeiro deve
considerar que o cateter pode ser utilizado para a administração simultânea de até dois tipos de drogas vasopressoras, se necessário.
instalar o acesso em veia periférica calibrosa, preferencialmente na fossa cubital ou na mão.
evitar o procedimento de verificação do retorno venoso antes da administração do vasopressor, prevenindo assim a obstrução do cateter.
suspender a infusão, imediatamente, em caso de extravasamento, retirar o cateter, comprimir o local, aplicar e prescrever compressas de gelo por 20 minutos, a cada 6 horas, pelas próximas 24 horas.
monitorar o local de punção com frequência ou, pelo menos, a cada hora, em busca de sinais de extravasamento, tais como aparência esbranquiçada e empalidecida da área.