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Uma gestante com 39 semanas de idade gestacional e risco habitual é diagnosticada com Ruptura Prematura de Membranas (RPM) na ausência de trabalho de parto. O exame físico revela boa vitalidade fetal, e a paciente está estável. As diretrizes nacionais e da OMS recomendam a hospitalização e a conduta ativa para a resolução da gestação. Com base nas evidências e nas recomendações que regem a conduta e a profilaxia antibiótica para a RPM no termo, assinale a alternativa correta.
A principal justificativa para a conduta ativa (indução do parto) é a redução do risco de Restrição de Crescimento Fetal (RCF) e de hemorragia pós-parto, condições que são diretamente causadas pela perda de líquido amniótico.
A conduta conservadora, que consiste em aguardar o início espontâneo do trabalho de parto, é aceitável por até 24 horas, pois mais de 80% das gestantes com RPM no termo entrarão em trabalho de parto espontaneamente nesse período, e a profilaxia antibiótica só é necessária após 24 horas.
A conduta recomendada é a hospitalização imediata para resolução da gestação, com indução do trabalho de parto, idealmente antes de 6 horas da ruptura, para reduzir a necessidade de antibióticos. A profilaxia antibiótica é reservada para mulheres com período de latência superior a 12 horas.
A profilaxia antibiótica deve ser iniciada imediatamente após o diagnóstico de RPM no termo em todas as mulheres, independentemente do tempo de ruptura, devido ao alto risco de corioamnionite, sendo a indução do parto adiada até 24 horas após o início dos antibióticos.
A decisão entre conduta ativa e conduta expectante é determinada exclusivamente pela organização da maternidade local, sem considerar a vontade da mulher, visto que a conduta conservadora está associada a maior risco de infecção fetal e materna.
Paciente de 36 anos, G4P2A1 (com duas cesarianas prévias), 30 semanas de gestação, apresentou sangramento vaginal vermelho vivo, indolor e de pequena intensidade. O ultrassom confirma que a placenta está totalmente sobre o orifício interno do colo uterino. Em relação à correta classificação, ao principal risco e à conduta obstétrica imediata mais adequada para esse caso, assinale a alternativa correta.
Descolamento Prematuro de Placenta (DPP). Conduta imediata: internação de urgência e amniorrexe (ruptura da bolsa) para acelerar a finalização do parto vaginal.
Placenta Prévia Marginal. Conduta expectante com finalização da gestação por parto vaginal, caso não haja mais sangramentos.
Placenta Prévia Total. Risco: acretismo placentário. Conduta: programar cesariana eletiva entre 36 e 37 semanas.
Placenta Prévia Total. Risco: acretismo placentário. Conduta inicial: internação, repouso expectante e administração de corticoide para maturação pulmonar fetal.
Vasa Prévia. Conduta: alta hospitalar com orientação para procurar a emergência somente em caso de sangramento profuso.
Pré-eclâmpsia está relacionada a:
Saúde da pessoa idosa.
Obstetrícia.
Saúde do homem.
Saúde do recém-nascido prematuro.
Oncologia e paliatividade.
Gestante internada por vômitos graves na gravidez encontra-se com prescrição de ondansetrona, por via intravenosa, a cada seis horas. A primeira dose foi administrada às seis horas da manhã. O Auxiliar de Enfermagem, sob supervisão do Enfermeiro, organiza os horários das doses subsequentes ao longo do dia. De acordo com o caso, assinale a alternativa que indica os horários das três doses seguintes de ondansetrona:
14h, 22h e 6h do dia seguinte.
18h, 0h do dia seguinte e 6h do dia seguinte.
11h, 16h e 21h.
12h, 18h e 00h do dia seguinte.
Ocorre quando a placenta se implanta na parte inferior do útero, cobrindo parcial ou totalmente o colo uterino:
Placenta neutra.
Placenta grau zero.
Placenta prévia.
Placenta rota.
Placenta termo.
Preencha as lacunas com a alternativa CORRETA:
Uma gravidez _____ é uma condição grave em que o _____ se implanta fora do útero, mais comumente nas trompas.
Tubária / apêndice fetal.
Ectópica / embrião.
Flébica / cordão umbilical.
Tópica / saco vitelínico.
Trófica / óvulo.
A separação parcial ou total do anexo placentário normalmente implantado na parede uterina antes da expulsão fetal, após a vigésima semana de gravidez e antes do parto, podendo ocasionar hemorragia materna e comprometimento da vitalidade gestacional, refere-se ao:
Descolamento tardio de bolsa rota.
Descolamento precoce de mecônio.
Descolamento prematuro de placenta.
Descolamento precoce do apêndice uterino.
Descolamento antecipado de útero.
As síndromes hemorrágicas são uma complicação comum da gestação. Uma gestante com data da última menstruação em 04 de julho, atendimento em dia 20 de novembro depois de referir cólica uterina e sangramento vaginal há dois (02) dias, de constatar em exame ausência de batimentos cardíacos fetais e colo uterino impérvio, apresenta quadro de sangramento da
primeira metade da gestação, com aborto retido.
segunda metade da gestação, com aborto incompleto.
segunda metade da gestação, com vasa prévia.
primeira metade da gestação, com aborto inevitável.
Quando se diz em um Pronto Atendimento “paciente com bolsa rota" podemos concluir que:
A paciente está grávida e a bolsa que protege o feto se rompeu.
A paciente está grávida e necessariamente ocorreu um aborto.
O paciente sofreu uma torção de testículo e deve ser hospitalizado imediatamente.
A paciente é idosa e deve ser hospitalizada imediatamente, em virtude de uma emergência ginecológica grave.
O paciente sofreu um trauma ortopédico em região anatômica de articulação.
São achados clínicos do descolamento prematuro de placenta, EXCETO:
Útero hipertônico.
Cardiotocografia anormal.
Dor intensa.
Útero amolecido.
Para reconhecer uma urgência na gestação, a equipe de saúde deve estar atenta e pronta para identificar precocemente os sinais e sintomas dessas complicações e estabelecer a conduta adequada. Nesse sentido, caracteriza-se como uma urgência/emergência obstétrica
diabetes gestacional.
isoimunização Rh em gestação anterior.
anemia grave (hemoglobina <12 g/dl).
placenta prévia não sangrante
suspeita de trombose venosa profunda.
Uma gestante de alto risco, com histórico de múltiplas curetagens e cesarianas prévias, é submetida a uma cesárea eletiva devido à suspeita de acretismo. Durante o procedimento, a equipe cirúrgica identifica que a placenta invade o miométrio, penetrando-o profundamente, mas não atinge a serosa, além disso, a aderência anormal afeta apenas alguns cotilédones da placenta. Com base na invasão e na extensão, a classificação combinada do acretismo placentário nesse caso é
acreta total.
increta parcial.
percreta focal.
acreta parcial.
acreta imparcial.
Considerando os riscos na gravidez, as principais causas obstétricas de sangramento, na segunda metade da gestação, são:
trauma vaginal e rotura uterina
placenta prévia e rotura uterina
vasa prévia e câncer de colo de útero
cervicite e descolamento prematuro de placenta
Paciente de 35 anos, com 32 semanas de gestação, apresenta PA = 146/94 mmHg (confirmada em duas verificações), edema e proteinúria em fita reagente. A gestante encontra-se orientada e sem sinais de gravidade (BCF normal e ausência de sintomas severos). Com base nas Diretrizes do Ministério da Saúde, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para esse caso.
Encaminhar a gestante para internação hospitalar imediata, já que os sinais e os sintomas apresentados são considerados risco iminente de pré-eclâmpsia.
Registrar como pré-eclâmpsia e solicitar exames laboratoriais para rastrear possível disfunção de órgão-alvo, mantendo vigilância semanal.
Considerar hipertensão gestacional até confirmação laboratorial, reforçar sinais de alarme e manter acompanhamento ambulatorial com reavaliação clínica e laboratorial.
Solicitar a realização de parto cesárea de imediato devido ao risco de eclâmpsia demonstrado nos valores pressóricos, presença de edema em membros inferiores e proteinúria na fita reagente.
Considerando os batimentos cardíacos fetais normais e a ausência de sinais de gravidade, tratar os sintomas de cefaleia e orientar repouso, já que, na nova diretriz, a HAS na gestação é definida quando a PAS é igual ou superior a 150 x 95 mmHg.
Durante o acompanhamento de gestantes em um serviço de atenção obstétrica, o enfermeiro deve monitorar sinais clínicos, identificar fatores de risco e implementar intervenções que previnam complicações maternas e neonatais. Considerando o pré-natal, parto e puerpério, e o manejo de patologias obstétricas comuns, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa verdadeira.
A aplicação de protocolos de monitoramento do bem-estar fetal, como cardiotocografia ou ausculta seriada, deve ser exclusiva do obstetra, cabendo ao enfermeiro apenas registrar os dados fornecidos.
O enfermeiro deve avaliar regularmente sinais de alerta maternos, realizar intervenções de enfermagem baseadas em protocolos clínicos e colaborar com a equipe multiprofissional na prevenção de complicações maternas e neonatais.
Durante o pré-natal, a avaliação de risco nutricional deve ser realizada na primeira consulta, sendo dispensável o acompanhamento contínuo ao longo da gestação.
No puerpério, a orientação sobre amamentação substitui a necessidade de monitoramento do estado emocional materno, pois questões psicológicas não interferem significativamente na recuperação física.
Segundo Zugaib (2020), a insuficiência placentária constitui fenômeno fisiopatológico complexo associado a alterações na remodelação das artérias espiraladas uterinas. Nesse contexto, assinale a alternativa que melhor expressa a repercussão materno-fetal decorrente da falha na invasão trofoblástica.
Aumento da complacência vascular uteroplacentária, favorecendo hiperperfusão fetal compensatória.
Redução da resistência vascular uterina associada à melhora da troca materno-fetal.
Hipervascularização placentária difusa, associada à macrossomia fetal.
Persistência de vasos de alta resistência, predispondo a distúrbios hipertensivos gestacionais e restrição do crescimento fetal.
Aumento seletivo da perfusão intervilositária sem repercussões clínicas relevantes.
De acordo com o Manual de Gestação de Alto Risco (2022), são consideradas como principais complicações maternas associadas à gravidez prolongada:
trabalho de parto prematuro, distócias e parto cesáreo.
parto vaginal operatório, macrossomia e distócias.
parto cesáreo, trabalho de parto prolongado e lacerações de trajeto.
hemorragia pós parto, sofrimento fetal agudo e macrossomia.
endometrite puerperal, tocotraumatismo e parto vaginal.
Sobre a toxoplasmose na gestação é INCORRETO afirmar:
A toxoplasmose, uma infecção causada pelo Toxoplasma gondii, durante a gestação pode causar danos fetais, como abortamento, crescimento intrauterino retardado, prematuridade e acometimentos neurológicos e oftálmicos.
Quando a infecção materna ocorre no primeiro trimestre da gestação, a ocorrência de (Transmissão Vertical) é maior que no último trimestre, assim como a gravidade da doença no neonato é maior, evidenciado pelo fato, que é a fase de desenvolvimento embrionário e fetal.
A detecção do anticorpo específico para toxoplasmose da classe IgM é o método mais utilizado para o diagnóstico de infecção aguda. Entretanto, esse exame tem valor limitado, pois os valores podem permanecer positivos por longos períodos, até mesmo após a infecção aguda, necessitando de outros métodos.
Nos casos em que são detectados a infecção materna aguda ou ainda, nos casos de exames sorológicos com alta suspeição de infecção adquirida durante a gestação, recomenda-se fazer a amniocentese e a reação em cadeia de polimerase (PCR, do inglês polymerase chain reaction) do líquido amniótico.
Quando antes a detecção maior chance de se evitar anomalias congênitas que viriam a se manifestar por meio da infecção por esse agente.
Sobre a Hipertensão na Gestação, assinale a alternativa INCORRETA.
Fonte:Tratado de obstetrícia Febrasgo / editores Cesar Eduardo Fernandes, Marcos Felipe Silva de Sá; coordenação Corintio Mariani Neto. - 1. ed. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.Disponível em: .
É classificada em pré-eclâmpsia/eclâmpsia; hipertensão crônica (de qualquer causa); hipertensão crônica compré-eclâmpsia superajuntada; e hipertensão gestacional.
A pré-eclâmpsia é a manifestação de hipertensão arterial associada à proteinúria ou de hipertensão arterial associada à disfunção de órgão-alvo (trombocitopenia, disfunção hepática, insuficiência renal, edema agudo de pulmão, iminência de eclâmpsia ou eclâmpsia), mesmo sem proteinúria, em gestante previamente normotensa, após a 20ª semana de gestação.
Na gravidez normal, a taxa de filtração glomerular renal (TFG) diminui cerca de 40 a 60% no 1 o trimestre, resultando em queda nos níveis de ureia, creatinina e ácido úrico sanguíneos. Na pré-eclâmpsia, a TFG diminui entre 30 e 40% em relação aos valores não gravídicos.
A insuficiência renal do tipo necrose tubular aguda é rara, e quando ocorre geralmente está associada ao DPP (descolamento prematuro da placenta) ou à síndrome HELLP. A oligúria (< 500 mℓ/24 h) é secundária à hemoconcentração e à diminuição do fluxo sanguíneo renal.
Quanto às alterações cardíacas, nas pacientes com pré-eclâmpsia grave, a hipertensão pode se exacerbar e há risco de edema do pulmão, especialmente quando se faz administração vigorosa de líquidos intravenosos.
A Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG) é uma complicação da gravidez que pode trazer riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. Sobre a DHEG, assinale a alternativa CORRETA:
É também conhecida como eclâmpsia.
As principais características da DHEG são pressão alta, proteinúria e edema.
É uma doença específica da gestação e não irá desaparecer após o parto.
A DHEG em geral se instala nas primeiras 12 semanas de gestação.