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A correta classificação da ferida operatória quanto ao seu grau de contaminação é um fator crucial para a prevenção de infecções do sítio cirúrgico e para a escolha adequada de condutas profiláticas. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta um procedimento cirúrgico que NÃO se enquadra na classificação de ferida operatória limpa.
Tireoidectomia para nódulo benigno.
Hernioplastia inguinal eletiva não complicada.
Implante de prótese mamária.
Artroplastia total de joelho.
Apendicectomia para apendicite aguda não perfurada.
A prevenção da Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC) envolve medidas pré, intra e pós-operatórias baseadas em evidências científicas. Uma medida farmacológica profilática fundamental deve ser administrada em um momento preciso para garantir nível sérico adequado durante a incisão. Assinale a alternativa correta sobre o tempo de administração da antibioticoprofilaxia.
Apenas se houver contaminação visível durante o ato operatório.
Imediatamente após o término da cirurgia na sala de recuperação.
24 horas antes da cirurgia para impregnar os tecidos.
Até 60 minutos antes da incisão cirúrgica (indução anestésica).
Durante a internação na véspera da cirurgia, via oral.
Um paciente em pós−operatório é avaliado pelo enfermeiro no terceiro dia após a cirurgia, apresentando rubor ao redor da incisão, aumento de temperatura local, edema progressivo, dor à palpação e saída de secreção purulenta. O prontuário indica diabetes mellitus mal controlado e internação prolongada antes da cirurgia. Considerando as medidas de prevenção de IRAS, os protocolos assistenciais e as responsabilidades do enfermeiro, qual é a conduta adequada diante dessa situação?
Intensificar aplicações de antisséptico local, aumentar o número de trocas de curativo diariamente e aguardar evolução clínica antes de encaminhar para avaliação médica especializada.
Instituir isolamento em quarto privativo com precaução de contato sempre que houver sinais de infecção no sítio operatório, independentemente da confirmação laboratorial do agente etiológico.
Comunicar o médico imediatamente, registrar achados no prontuário, coletar material para cultura conforme protocolo e realizar notificação epidemiológica quando indicada.
Manter o curativo fechado sem novas avaliações clínicas, evitando qualquer manipulação da incisão até que o médico esteja disponível para reexaminar o caso pessoalmente.
Remover o curativo cirúrgico e manter a ferida exposta ao ar livre, permitindo drenagem espontânea da secreção e observação direta da evolução inflamatória sem manipulação adicional.
A infecção de sítio cirúrgico é classificada como precoce quando ocorre até:
48 horas após o procedimento cirúrgico realizado.
7 dias após a cirurgia em pacientes ambulatoriais.
15 dias do procedimento com uso de prótese.
30 dias da cirurgia sem implante de material.
90 dias em cirurgias com colocação de implantes.
A tricotomia (remoção de pelos) inadequada aumenta o risco de infecção de sítio cirúrgico. Sobre as recomendações atuais para o preparo da pele do paciente, analise as afirmativas a seguir:
I.A tricotomia deve ser realizada apenas se estritamente necessária, utilizando tricotomizador elétrico (cliper) e não lâminas de barbear.
II.O momento ideal para a tricotomia é imediatamente antes da cirurgia, preferencialmente fora da sala de operação para evitar dispersão de pelos.
III.O uso de lâminas de barbear na noite anterior à cirurgia é a prática mais recomendada, pois reduz a colonização bacteriana.
Está correto o que se afirma em:
I e III apenas.
III apenas.
I e II apenas.
II e III apenas.
I, II e III.


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O preparo da pele do paciente é uma medida crítica para prevenir infecção do sítio cirúrgico (ISC). Em relação à tricotomia (remoção dos pelos), as diretrizes atuais recomendam uma conduta específica para minimizar microlesões na pele que poderiam ser colonizadas por bactérias. Assinale a alternativa correta.
A remoção dos pelos deve ser feita a seco com lâmina de barbear na sala de pré-anestesia.
Deve-se utilizar cremes depilatórios 1 hora antes da cirurgia em todos os pacientes, pois não causam alergia.
Os pelos nunca devem ser removidos, mesmo que impeçam a visualização ou a fixação dos campos e curativos.
A tricotomia deve ser feita na noite anterior à cirurgia com lâmina de barbear (gilete) para garantir pele lisa.
A tricotomia deve ser evitada, exceto se os pelos interferirem na incisão; se necessária, deve ser feita imediatamente antes da cirurgia utilizando tricotomizadores elétricos (clippers).
Considerando a terminologia da área médica, uma “deiscência” está relacionada a uma:
Malformação geniturinária.
Deformidade óssea.
Deterioração sistêmica associada ao comportamento.
Ferida operatória com sinais clínicos de complicações.
Ação que segue valores éticos da categoria profissional.
Segundo Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (2017), as Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) são consideradas eventos adversos frequentes, decorrentes da assistência à saúde dos pacientes, que podem resultar em dano físico, social e/ou psicológico do indivíduo, sendo uma ameaça à segurança do paciente. Dentre as recomendações básicas para а redução das taxas de ISC, assinale a opção correta.
Postergar a cirurgia para prover nutrição parenteral.
Escolher a droga adequada levando em consideração o sítio a ser operado.
Utilizar suturas impregnadas com antissépticos de rotina.
Controlar a glicemia no pré-operatório e pósoperatório imediato em <200mg/dl.
Utilizar o primeiro curativo cirúrgico impregnado com antibiótico.
A limpeza e desinfecção da sala cirúrgica são essenciais para evitar infecções hospitalares. Assinale a alternativa CORRETA que corresponde qual procedimento deve ser seguido.
Os pisos e superfícies próximas ao campo cirúrgico devem ser limpos entre os procedimentos.
A sala cirúrgica deve ser lavada com água e sabão antes do início de cada cirurgia.
O descarte de resíduos deve ser feito em sacos comuns, independentemente da classificação do material.
As mesas de instrumentos podem ser cobertas e reutilizadas em cirurgias subsequentes sem necessidade de reprocessamento.
A limpeza concorrente deve ser realizada apenas ao final do expediente cirúrgico.
Em pacientes submetidos à anestesia geral, a monitorização da temperatura corporal é determinante para reduzir complicações perioperatórias, pois a hipotermia interfere na resposta imunológica e na coagulação sanguínea. Nessa perspectiva, qual complicação apresenta maior frequência de associação com esse quadro clínico?
Ocorrência de hipocalcemia sintomática, resultante de alterações eletrolíticas agudas induzidas pelo metabolismo perioperatório.
Desenvolvimento de infecção no sítio cirúrgico, decorrente da imunossupressão induzida pela hipotermia e do retardo na cicatrização tecidual.
Manutenção de hiperglicemia persistente, ocasionada por alterações endócrinas inespecíficas durante o estresse anestésico.
Instalação de hipertensão arterial refratária, relacionada a descargas autonômicas paradoxais durante o período de hipotermia prolongada.
Manifestações de insuficiência adrenal aguda, atribuídas a supressão hormonal provocada pela instabilidade térmica intraoperatória.


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No Hospital Geral, o protocolo institucional de segurança do paciente recomenda a realização de higiene corporal préoperatória para reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico. Analise o contexto e marque a opção correta, considerando as melhores evidências científicas brasileiras.
Orientar um banho úmido com gaze estéril e soro fisiológico até 48 horas antes, dispensando sabão antimicrobiano para evitar irritações.
Programar tricotomia com lâmina na região cirúrgica três dias antes, mantendo o uso de sabão neutro comum.
Administrar um banho único com clorexidina a 2% imediatamente antes da cirurgia, sem friccionar intensamente áreas de dobras.
Exigir banho completo com clorexidina a 2% ou 4% na véspera e no dia da cirurgia, enfatizando a fricção das áreas de dobras e restringindo a tricotomia ao uso de máquina elétrica.
Substituir qualquer banho pré-operatório por uso sistemático de lenços antissépticos, independentemente do tipo de cirurgia.
Mulher, 56 anos, foi diagnosticada com Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC), classificada como ISC incisional profunda. Assinale a alternativa que apresenta as estruturas acometidas neste tipo de ISC.
Pele
Pele e tecido subcutâneo
Fáscia e músculo
Sítios inferiores à camada muscular
A infecção do sítio cirúrgico (ISC) é um dos principais riscos associados à segurança do paciente no serviço de saúde brasileiro, sendo um importante indicador de monitoramento da qualidade da assistência. Para a notificação e o cálculo do indicador Taxa de infecção de sítio cirúrgico, deve-se considerar que:
pacientes sem indícios clínicos de infecção de sítio cirúrgico e com cultura positiva quando o material foi coletado através de swab (haste flexível com ponta de algodão) devem ser incluídos na contabilização dos casos do numerador.
pacientes com indícios mínimos de inflamação e drenagem limitada aos pontos de sutura devem ser incluídos na contabilização dos casos do numerador.
pacientes com infecção em sítio cirúrgico, ocorrida nos primeiros 30 dias após o procedimento cirúrgico, ou nos primeiros 180 dias em casos de colocação de implantes, devem ser incluídos na contabilização dos casos do numerador.
a notificação de infecção de sítio cirúrgico (ISC) deve ter como mês de referência aquele em que foi diagnosticada a infecção referente ao procedimento cirúrgico.
em 2025, a notificação do número de infecção de sítio cirúrgico (ISC) passou a ser dividida em número de ISC incisional (superficial ou profunda) e número de ISC (órgão/cavidade).
Após a realização de um procedimento cirúrgico, um paciente adulto foi diagnosticado com infecção de sítio cirúrgico incisional superficial.
Entre os critérios que caracterizam esse tipo de infecção, está a
presença de eritema, calor, dor local ao redor da incisão, ocorrendo até 30 dias após a cirurgia, com ou sem drenagem purulenta.
inflamação envolvendo músculo ou fáscia, com abscesso profundo, ocorrendo em até 30 dias após a cirurgia.
infecção limitada ao órgão ou espaço interno, sem envolvimento da incisão cirúrgica, ocorrendo até 90 dias após a cirurgia.
presença de febre isolada, sem eritema, dor ou secreção na incisão, ocorrendo até 45 dias após a cirurgia.
presença de febre, abcesso ou deiscência espontânea, ocorrendo até 20 dias após a cirurgia, com drenagem purulenta.
Um servidor de um Tribunal Regional do Trabalho, que esteve afastado devido a uma cirurgia ortopédica com implante, ao retornar às suas atividades laborais, procurou o enfermeiro do ambulatório preocupado com os riscos de uma possível infecção no local da cirurgia. Nessa situação, o enfermeiro deve orientar que a vigilância para infecção de sítio cirúrgico deve ser realizada, após procedimento cirúrgico com implante, em até
90 dias.
60 dias.
15 dias.
30 dias.
120 dias.


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As infecções do sítio cirúrgico (ISC) estão entre as complicações mais comuns no pós-operatório e podem ser prevenidas por meio da adoção de boas práticas. Uma das medidas reconhecidas para a redução do risco de ISC é o controle glicêmico rigoroso no período perioperatório, mesmo em pacientes não diabéticos. O valor de referência, em mg/dL, para realização do controle de nível glicêmico é menor que:
120
140
160
180
A suscetibilidade à infecção em pacientes hospitalizados é influenciada por diversos fatores, incluindo idade, estado de imunidade, tipo de doença e terapêutica utilizada. Assim, analise as afirmativas a seguir:
I.A mortalidade por infecção em recém-nascidos prematuros é estimada em 50%;
II.Pacientes com queimaduras de 3º grau apresentam maior risco de infecção devido à alteração das propriedades químicas da pele;
III.A administração frequente de antibióticos não altera a constituição da flora bacteriana normal do corpo.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II, apenas.
De acordo com os critérios de diagnóstico para infecção do sítio cirúrgico (ISC) do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), considera-se ISC em órgão/cavidade quando
apresenta exsudato purulento proveniente da incisão superficial.
acomete qualquer estrutura profunda manipulada durante o procedimento cirúrgico.
acomete pele e tecido subcutâneo da ferida operatória.
apresenta incisão superficial deliberadamente aberta pelo cirurgião.
apresenta febre T>38°C, dor ou sensibilidade localizados.
Em relação à assistência de enfermagem ao paciente com ferida cirúrgica infectada, é correto afirmar:
O curativo deve ser realizado com técnica limpa, sem necessidade de assepsia.
O uso de antibióticos tópicos dispensa cuidados locais.
A coleta de material para cultura deve preceder a limpeza da ferida.
A ferida infectada deve ser mantida ocluída sem troca de curativo.
Durante a assistência de enfermagem perioperatória, é crucial que o enfermeiro identifique e implemente estratégias baseadas em evidências para minimizar o risco de infecção do sítio cirúrgico (ISC). Nesse contexto, indique a alternativa que apresenta a intervenção mais eficaz.
Evitar a administração de oxigênio suplementar no pós-operatório imediato, para prevenir a formação de espécies reativas de oxigênio que possam danificar os tecidos e aumentar o risco de ISC.
Realizar a tricotomia na área cirúrgica imediatamente antes da incisão, utilizando lâminas de barbear descartáveis para garantir a remoção completa dos pelos.
Administrar a profilaxia antimicrobiana intravenosa no momento da indução anestésica, garantindo que o nível adequado do antibiótico esteja presente no tecido durante a incisão cirúrgica.
Utilizar soluções antissépticas à base de álcool para a preparação da pele, evitando a combinação com outros agentes como clorexidina ou iodo, para reduzir a irritação cutânea.
Manter a temperatura corporal do paciente abaixo de 36 °C durante o intraoperatório, visando reduzir o metabolismo e o consumo de oxigênio, diminuindo o risco de ISC.


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