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No ambulatório, um cliente está recebendo Soro Glicosado 500 ml, acrescido de cloreto de potássio e cloreto de sódio, por veia periférica. A prescrição médica determina que esse soro deve ser administrado em 6 horas. Ao final do seu plantão, o auxiliar de enfermagem percebe que ainda resta 150 ml no frasco de soro e não há outros profissionais de enfermagem na instituição para substituí-lo. De acordo com o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, o auxiliar de enfermagem deve, nesta situação
acelerar o gotejamento do soro para 90 gotas/ minuto.
acelerar o gotejamento do soro para 100 gotas/ minuto.
desligar o soro para que o cliente não considere a situação como abandono da assistência.
orientar o cliente sobre a impossibilidade de continuar o tratamento e agendar para o próximo dia a continuidade da venoclise.
assegurar ao cliente o tratamento com garantia da continuidade da assistência.
De acordo com o Código de Ética dos profissionais de Enfermagem (Resolução COFEN Nº 240/ 00), é dever do enfermeiro:
Respeitar e reconhecer o direito do cliente de decidir sobre sua pessoa, seu tratamento e seu bem estar
Associar-se às entidades de Classe
Recusar-se a executar atividades que não sejam da sua competência legal
Manter-se atualizado ampliando seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais em benefício da clientela, coletividade e do desenvolvimento da profissão
Suspender suas atividades quando a instituição pública ou privada para qual trabalhe não oferecer condições mínimas para o exercício profissional
Em nenhuma circunstância o enfermeiro deve revelar assunto sigiloso de que tenha conhecimento em razão de sua atividade profissional.
O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem leva em consideração, prioritariamente, a necessidade e o direito de Assistência de Enfermagem à população, os interesses do profissional e de sua organização. Está centrado na clientela e pressupõe que os agentes de Trabalho da Enfermagem estejam aliados aos usuários na luta por uma assistência de qualidade sem riscos e acessível a toda a população. De acordo com este Código, são consideradas circunstâncias agravantes, EXCETO:
Realizar atos sob coação e/ou intimidação.
Facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou a vantagem de outra infração.
Cometer a infração com abuso de autoridade ou violação do dever inerente ao cargo ou função.
Cometer infração por motivo fútil ou torpe.
Considere a seguinte situação hipotética.
A acompanhante de um paciente internado em um hospital informou a um enfermeiro da equipe da manhã que havia se tornado comum a omissão da troca da roupa de cama molhada durante os períodos noturnos, que a equipe desse período respondia com lentidão às suas chamadas e tratava o paciente de maneira rude. A acompanhante pediu ao enfermeiro que não relatasse o ocorrido aos superiores, por medo de sofrer represálias.
Nessa situação, visando à incolumidade do paciente, o enfermeiro agiria corretamente se orientasse a acompanhante a evitar fazer chamadas no período noturno para não importunar a equipe e oferecesse a ela roupas de cama extras para que ela mesma pudesse fazer as trocas necessárias.
Durante o atendimento no setor de emergência hospitalar, um paciente com fratura exposta revela desconfiar estar com aids. Ao ser investigado, se confirma como positivo o teste HIV. O paciente solicita ao médico não divulgar tal resultado. Apesar dessa solicitação, este segredo médico deverá ser revelado
aos parceiros sexuais, pois estes correm risco de contrair aids.
aos colegas de trabalho do paciente, porque compartilham o mesmo espaço por 8 horas diárias.
à unidade de saúde que será responsável pelo atendimento das intercorrências médicas com o paciente.
ao pessoal de enfermagem que está cuidando do paciente para que possam decidir se devem se proteger ao prestar cuidados.
aos serviços municipais responsáveis pelos bancos de sangue da cidade.
A administração de medicamentos é uma das atividades típicas do auxiliar de enfermagem que deve obedecer rigorosamente o horário estabelecido pela enfermeira e/ou pelo médico. Quando o auxiliar de enfermagem administra a medicação antecipando o horário estabelecido ocorre crime culposo por:
imperícia
imprudência
negligência
displicência
descuido
O conselho regional de enfermagem é uma autarquia de fiscalização profissional, órgão do Poder Executivo Federal, que tem como um dos objetivos o cumprimento da lei do exercício profissional.
Ética, moral e deontologia são conceitos similares que se referem ao comportamento humano. A ética profissional é a ciência dos deveres, normas de condutas, que orientam o exercício do profissional em relação às suas atribuições e responsabilidades.
Consta no Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem que os agentes de trabalho da enfermagem são aliados dos usuários na luta por assistência de qualidade, sem riscos e acessível a toda a população.
Quando um profissional de enfermagem deixa de ajudar uma mulher que acabou de sofrer uma cesariana a levantar-se para ir ao banheiro, ele está demonstrando descaso e descompromisso com aquele a quem deveria dedicar sua atenção, agindo contra os princípios do código de ética.
Entre os direitos dos profissionais estão o de reconhecer e respeitar o direito do cliente de decidir sobre sua pessoa, seu tratamento e seu bem-estar.
O capítulo dos deveres do profissional inclui a determinação de atualizar seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais.
O Código de Deontologia de Enfermagem foi elaborado e aprovado por resolução da ABEn (Associação Brasileira de Enfermagem) e tem o respaldo de todos os órgãos de classe dos enfermeiros.
É dever do enfermeiro realizar o diagnóstico das necessidades de enfermagem do paciente, a fim de elaborar o plano de cuidados correspondente, conforme consta em seu Código de Deontologia.
O código de ética leva em consideração, prioritariamente, tanto a necessidade e o direito de assistência de enfermagem da população como os interesses do profissional e de sua organização.
Considere a seguinte situação hipotética.
Um auxiliar de enfermagem em um pronto-socorro negou-se a dar assistência a um assassino que acabara de ser baleado.
Nessa situação, a atitude do auxiliar está respaldada pelo respectivo código de ética, pois ele tem o direito de negar assistência considerando tratar-se de um assassino.
Se um paciente internado em UTI pede informações sobre uma medicação que vai receber, o auxiliar de enfermagem deve orientá-lo a ficar quieto e não pode fornecer nenhuma informação, pois poderá piorar a condição desse paciente.
O Código de Deontologia de Enfermagem também contempla a regulamentação do exercício da enfermagem, relacionando as atribuições de cada profissional.