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Leia o relato a seguir para responder as questões de números 45 a 48.
Após tomar conhecimento pela imprensa do surto de febre maculosa no município, R.F., 34 anos, sexo masculino, agente de segurança, compareceu ao serviço de saúde referindo febre há 3 dias, cefaleia, mialgia intensa, náuseas e vômitos. Relatou ao enfermeiro que era vinculado formalmente a uma empresa que terceirizou o serviço de segurança do evento frequentado por pessoas recentemente diagnosticadas com febre maculosa, e que havia trabalhado nesse local há 8 dias, circulando por diversas áreas. Perguntado, negou perceber ter sido picado por carrapato na ocasião. Informou que residia em área urbana, não frequentava parques ou áreas de mata para recreação e não possuía animais domésticos.
Ao exame físico constatou-se: temperatura axilar = 38,8 ºC, frequência cardíaca = 88 batimentos por minuto, frequência respiratória = 20 movimentos por minuto, pressão arterial = 122 x 78 mmHg, não sendo evidenciada a presença de exantema maculopapular ou outras alterações.
Considerado como caso suspeito de febre maculosa, foi prescrito o tratamento com doxicilina, por via oral, coletada a 1a amostra de sangue para a realização do exame de reação de imunofluorescência indireta (Rifi) para riquétsias e preenchida a Ficha de Investigação da Febre Maculosa.
Finalizando o atendimento, entre outras ações, R.F. recebeu atestado médico para afastamento do trabalho por 8 dias para tratamento da saúde e foi orientado pelo enfermeiro sobre o tratamento, os sinais e sintomas de agravamento do quadro e a necessidade de retornar ao serviço em 14 dias para a coleta de amostra de sangue para realização de novo exame de Rifi para controle.
Ao longo do período de monitoramento de R.F., o enfermeiro constatou que o quadro evoluíra sem complicações e os exames de Rifi realizados apresentavam: 1a amostra: não reagente; 2a amostra: IgG = 1:128.
Considerando os dados apresentados, ao realizar o encerramento do caso, o enfermeiro deve considerar que, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde (2022), o caso deve ser classificado como
inconclusivo, porque não foi realizado um terceiro exame de Rifi IgG para confirmação da soroconversão, uma vez que os anticorpos IgG podem apresentar reação cruzada com outras doenças, como a dengue, e devem ser analisados com critério.
confirmado por critério laboratorial, porque R.F. apresentou sinais e sintomas compatíveis com febre maculosa, antecedentes epidemiológicos que atendem a definição de caso suspeito e soroconversão dos títulos de Rifi, evidenciada por título IgG = 1:128.
inconclusivo, porque R.F. não apresentou sinais patognomônicos da febre maculosa, o resultado do segundo exame de Rifi apresentou titulação IgG inferior a 1:256 e não se observou soroconversão para IgM.
confirmado por critério clínico-epidemiológico, porque R.F. apresentou sinais e sintomas compatíveis com a doença e antecedentes epidemiológicos que atendem a definição de caso suspeito, mas não apresentou soroconversão para IgM nos dois exames Rifi (para riquetsias) realizado.
descartado, porque se trata de caso suspeito que não se encaixou nos critérios estabelecidos para definição de caso confirmado de febre maculosa.