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A broca-da-cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) é uma importante praga para as gramíneas de modo geral. Na cana-de-açúcar, as lagartas causam prejuízos diretos pela abertura de galerias, que ocasionam perda de peso da cana e provocam a morte das gemas, levando a falhas na germinação. Diante do exposto, com relação ao controle de D. saccharalis na cana, é correto afirmar:
A época adequada para o controle é quando for encontrada uma intensidade de infestação igual ou superior a 30%. A infestação é obtida coletando-se em cada talhão 100 colmos de cana, ao acaso, e contando-se o número de colmos broqueados para o cálculo da porcentagem.
Para o controle químico, a amostragem é feita observando-se, na região da primeira folha junto ao “palmito” da cana, a presença de lagartas de D.saccharalis, antes de penetrarem no colmo. O nível de controle é de 15% de canas com lagartas nessa região.
O controle biológico da broca-da-cana a partir de liberações inundativas do parasitoide larval Cotesia flavipes, é o método mais utilizado no Brasil, sendo a liberação da vespinha feita em uma única vez ou de forma parcelada sempre que a população atinge o mínimo de 800 a 1000 lagartas/ha ou 10 lagartas/hora-homem.
Os fungos Beauveria bressiana e Beauveria anisopliae são dois fungos que têm mostrado alta eficiência no controle de D. saccharalis quando aplicados nas soqueiras, após a colheita, e incorporados por meio de um disco de corte.
O controle cultural é a técnica de controle mais usada e consiste na erradicação das plantas atacadas, por meio de aração e 3 gradagens, 3 meses antes do plantio.