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A minhocultura é um processo de reciclagem de resíduos orgânicos (restos de alimentos, folhas, esterco etc.) por meio da criação de minhocas com o intuito de produzir o húmus, um excelente adubo para a atividade agrícola. Os produtores rurais familiares adeptos da agroecologia têm cada vez mais apostado nessa cultura, visando diminuir custos na compra de fertilizantes e oferecer um produto mais sustentável. Diante do exposto, é INCORRETO afirmar que:
No Brasil, são conhecidas entre 20 e 30 espécies de minhocas, sendo as mais utilizadas para a produção de húmus as minhocas “amarela-da-Flórida” (Wormorfusyellowed) e “minhocoçu-asiática” (Anelidaenipus).
As minhocas conseguem concentrar e disponibilizar no húmus os nutrientes necessários às plantas com mais rapidez do que a decomposição natural do esterco. As minhocas não aumentam os níveis de nutrientes no húmus, mas apenas tornam esses nutrientes mais fáceis de serem assimilados pelas plantas.
Para saber o momento certo de coletar o húmus, deve-se fazer uma análise visual no minhocário: a coloração do húmus pronto é escura e uniforme (com odor agradável de terra molhada); a granulometria do produto final (húmus) lembra a borra de café. Outro indicativo de que o húmus está pronto é a redução do tamanho das minhocas, sinal de que não há mais alimento no minhocário.
Na maioria das vezes, o agricultor tem o esterco para o minhocário na sua própria propriedade, o que é uma grande vantagem. É imprescindível o produtor conhecer a procedência do esterco oferecido às minhocas: uma mudança brusca da alimentação pode causar estresse nas minhocas e resultar em morte ou em fuga. Isso pode acontecer até mesmo com estercos de animais que recebem alimentação diferenciada, como gado criado a pasto e gado confinado.