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A moto-mecanização na agricultura familiar na Amazônia é um tema polêmico e carente de pesquisa e experimentações. As primeiras experiências com a moto-mecanização de forma sistemática data do final dos anos 1980. As companhias estaduais de desenvolvimento nos estados do Pará e do Amapá foram incentivadoras do uso dessa tecnologia, em geral, financiando patrulhas mecanizadas e outras máquinas e equipamentos. Apesar de raríssimos estudos aprofundados, podemos afirmar que a motomecanização tal como está pensada, com máquinas de grande porte, prioridade quase absoluta para aração com grade pesada, plantadeiras de seis linhas e até maiores, não tem surtido o efeito esperado com seu uso. Com base nisso, é correto afirmar que
a moto-mecanização é condição indispensável para o incremento da produção nas unidades de produção familiares agrícolas na Amazônia.
a utilização de moto-mecanização na Amazônia não representa risco de degradação dos solos.
a falta de máquinas e equipamentos adequados, a baixa capacitação de operadores, as pequenas áreas dos agricultores familiares, o alto custo de manutenção e a falta de planejamento dos entes públicos não representam uma limitação ao uso da moto-mecanização.
o incentivo do poder público tem contribuído para uma expansão positiva da moto-mecanização na agricultura familiar.
a eficiência da moto-mecanização na agricultura familiar depende de um profundo estudo de viabilidade considerando aspectos como o tamanho das propriedades, o tipo de cultivo, o correto dimensionamento das máquinas e equipamentos, bem como a autonomia dos agricultores.