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Espécies de plantas podem apresentar em suas sementes dormência, fenômeno pelo qual sementes, mesmo sendo viáveis e tendo todas as condições ambientais, não conseguem germinar. Existem pelo menos três sistemas de dormência em sementes: o controle de água no interior da semente, o controle do desenvolvimento do eixo embrionário e, por último, controle do equilíbrio entre as substâncias inibidoras e promotoras de crescimento. Estes sistemas podem apresentar suas ações em conjunto, ou isolados, dependendo da espécie e das condições ambientais. Os sistemas de dormência apresentados podem ser relacionados por:
O impedimento da entrada de água na semente está, principalmente, relacionado à constituição ou presença de substâncias hidrofóbicas no endosperma da semente.
As sementes, ao se desprenderem da planta-mãe, atingiram sua maturidade e já possuirão o eixo embrionário totalmente desenvolvido e não apresentarão efeitos de dormência.
Em espécies que apresentam sementes com dormência, provocada pela presença de substâncias inibidoras da germinação nos tecidos que as recobre, fluxo de água corrente não é suficiente para reverter essa condição.
A superação da dormência por impermeabilidade de água é conseguida por processos de escarificação, que envolvem a ação de microrganismos, efeito da temperatura e a passagem pelo trato digestivo de animais.
A presença de oxigênio (O2) próximo aos tecidos do embrião da semente provocam a dormência pelo sistema de substâncias inibidoras.