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Na escolha do manancial ideal para uso da água para determinada atividade produtiva, muitas vezes o engenheiro precisa decidir entre uma fonte de água superficial e uma fonte de água subterrânea. De forma geral, cada uma delas apresenta vantagens e desvantagens sobre a outra, ainda que, em um sítio específico, essa situação possa mudar.
Considerando-se as possibilidades de abastecimento de um sítio com as seguintes características:
• Está localizado acima de um aquífero confinado com águas potáveis, cuja camada permeável fica abaixo de duas camadas de rochas ígneas;
• Possui um manancial superficial que fica a 2 km do centro de massa do município e tem águas que necessitam de tratamento convencional em uma ETA;
• Possui uma demanda que excede a vazão mínima do rio, mas que fica abaixo da vazão média desse rio e da vazão explotável do aquífero.
Verifica-se que é um exemplo de vantagem da captação de águas superficiais sobre a de águas subterrâneas:
As obras podem ser realizadas à medida que a cidade vai crescendo, com amortização mais vantajosa pela arrecadação com a tarifa.
Apresenta menor impacto ambiental, uma vez que dispensa a construção de um reservatório de regularização.
Possui menor necessidade de tratamento, demandando somente uma cloração que pode ser realizada no reservatório de distribuição.
Dispensa o uso de sondagem e perfilagem geofísica para localização do melhor ponto de captação.
Possui tempo de execução menor, da ordem de dezenas de dias.