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Um dos processos de tratamento de esgotos em crescente utilização são as wetlands. Consistem em unidades construídas como lagoas, bacias ou canais rasos (usualmente com profundidade inferior a 1,0 m), que abrigam certas espécies de macrófitas aquáticas e se baseiam em mecanismos biológicos, químicos e físicos para tratar os esgotos. Tais plantas não removem diretamente a matéria orgânica dos esgotos, pois são autótrofas – a remoção ocorre indiretamente. Deste modo, estão entre os principais serviços desempenhados por estes vegetais no tratamento de efluentes em wetlands, EXCETO:
Liberação de exsudatos (compostos que auxiliam na remoção de constituintes de degradação mais difícil).
Liberação de oxigênio (O2) pelo sistema radicular, ainda que em pequena quantidade se comparada com o consumo associado à carga de DBO do afluente.
Aumento da capacidade de filtração da água no sistema; extração de nutrientes da água; porém, em quantidade limitada, não esgotando a carga disponibilizada pelos esgotos a serem tratados.
Disponibilização de locais, principalmente no sistema radicular, para o crescimento e o desenvolvimento da biomassa bacteriana responsável pelos processos de conversão e remoção dos poluentes da água.
Aumento da polinização nas florestas e na vegetação ciliar dos corpos d’água próximos, visto que as inflorescências dos vegetais possuem adaptações atrativas à fauna polinizadora; quanto maior a produção de pólen maior a remoção de nutrientes da água.