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Uma equipe multiprofissional de saúde está desenvolvendo o diagnóstico situacional de uma região metropolitana que apresenta grandes disparidades socioeconômicas entre seus territórios. Para subsidiar o planejamento das ações de saúde e a priorização de investimentos, a equipe decidiu utilizar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) como um dos principais indicadores sintéticos para caracterizar as condições de vida da população nos diferentes bairros e municípios da região. Durante a análise, os profissionais observaram que os territórios com menor IDH apresentavam maiores taxas de mortalidade infantil, menor cobertura de saneamento básico e maior prevalência de doenças relacionadas à pobreza. Para compreender adequadamente esse indicador e sua relação com os determinantes sociais da saúde, é fundamental conhecer que o IDH considera três dimensões fundamentais, que são:
Coeficiente de vulnerabilidade social, taxa de saneamento básico e índice de violência urbana, refletindo as condições de vida e segurança da população.
Longevidade, educação e renda, representadas respectivamente pela esperança de vida ao nascer, anos médios e esperados de escolaridade, e renda nacional bruta per capita.
Taxa de alfabetização funcional, produto interno bruto municipal e disponibilidade de equipamentos de saúde por habitante, compondo o perfil de desenvolvimento local.
Prevalência de doenças crônicas, densidade de profissionais de saúde por habitante e investimento público em saúde per capita, caracterizando a situação sanitária territorial.
Mortalidade infantil, cobertura de atenção básica e densidade populacional, constituindo os principais determinantes da organização dos serviços de saúde no território.