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Após um evento extremo de precipitação, uma estação de tratamento de água (ETA) convencional que capta água superficial registrou aumento súbito da turbidez da água bruta, levando à paralisação da captação e interrupção do tratamento. Como consequência, houve intermitência no abastecimento, especialmente em áreas mais elevadas e em imóveis sem reservação domiciliar. Considerando a operação de sistemas de abastecimento e da proteção à saúde pública, assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais adequada da decisão operacional adotada e do risco associado ao retorno do abastecimento:
A paralisação da captação é desnecessária, pois sistemas convencionais de tratamento são projetados para operar sob qualquer variação de turbidez; o principal risco no retorno está associado exclusivamente à presença de ar na rede de distribuição.
A interrupção do sistema decorre apenas de limitações hidráulicas da captação; no retorno, o risco sanitário é desprezível, desde que o cloro residual seja restabelecido independentemente da qualidade física da água.
A intermitência no abastecimento reduz o risco de contaminação da rede, pois impede a entrada de poluentes externos; no retorno, a recomendação de descarte inicial da água tem apenas finalidade operacional, sem relevância sanitária.
A alta turbidez afeta apenas parâmetros estéticos da água, não interferindo na remoção de patógenos; o principal risco no retorno do abastecimento está relacionado à variação de pH na rede.
A elevação extrema da turbidez compromete a eficiência da desinfecção e pode sobrecarregar as unidades de tratamento; no retorno do abastecimento, há risco de arraste de partículas e nova contaminação da rede, especialmente em condições de intermitência e baixa pressão.