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A bacia do Rio Paraíba do Sul apresenta contraste marcante entre áreas com vegetação nativa preservada, regiões urbanizadas e zonas de agricultura intensiva. Estudos em Hidrologia, Gestão Integrada de Recursos Hídricos e Ecologia da Paisagem mostram que tais padrões de uso do solo influenciam a qualidade da água, os processos de recarga de aquíferos e a dinâmica de escoamento superficial.
Considerando a interação entre fatores naturais e antrópicos, assinale a alternativa correta.
A preservação da cobertura vegetal nativa, especialmente em áreas ripárias e encostas, favorece a estabilidade dos solos, regula o regime hídrico da bacia, protege contra processos erosivos e atua como barreira natural ao transporte de sedimentos e poluentes, contribuindo para a redução do assoreamento e para a melhoria da qualidade da água.
O assoreamento nos cursos do Rio Paraíba do Sul decorre quase exclusivamente de processos naturais de erosão geológica, sendo pouco influenciado pela cobertura vegetal ou práticas de manejo do solo.
Áreas agrícolas intensivas aumentam a infiltração e a recarga de aquíferos devido ao revolvimento do solo e à diminuição da densidade vegetal, enquanto simultaneamente reduzem o transporte de sedimentos e nutrientes para os cursos d’água.
A substituição de vegetação natural por atividades antrópicas, como urbanização ou agricultura mecanizada, não altera significativamente a recarga de aquíferos nem a sedimentação nos rios, dado que os fluxos hídricos seguem padrões naturais da rede de drenagem.
As diferenças na qualidade da água e na disponibilidade hídrica são explicadas principalmente pela variabilidade climática interanual, com efeitos do uso do solo sendo secundários e pouco significativos para a dinâmica da bacia.