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As normas de vigilância da qualidade da água para consumo humano estabelecem metas rigorosas para o efluente filtrado nas Estações de Tratamento de Água (ETAs). A manutenção da turbidez baixa em uma alta porcentagem das amostras mensais é uma das principais exigências operacionais. Esse monitoramento contínuo justifica-se pelo fato de que a turbidez elevada na saída dos filtros está diretamente associada a falhas no processo de tratamento. Do ponto de vista da proteção da saúde pública, a exigência de valores tão baixos de turbidez tem como objetivo primordial:
Evitar a corrosão das tubulações metálicas da rede de distribuição.
Aumentar o oxigênio dissolvido na água durante a filtração.
Reduzir a dureza da água causada por sais de cálcio e magnésio.
Eliminar os compostos orgânicos voláteis responsáveis pelo odor.
Garantir a eficiência da desinfecção, evitando que partículas sólidas protejam microrganismos patogênicos contra o cloro.