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O monitoramento da qualidade dos recursos hídricos é fundamental para garantir a segurança hídrica e subsidiar os instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos. No entanto, as águas superficiais (como rios e lagos) e as águas subterrâneas (aquíferos) possuem dinâmicas de vulnerabilidade e parâmetros de contaminação distintos. Considerando as características hidrológicas e os processos de degradação desses dois ambientes, assinale a alternativa CORRETA.
A contaminação de aquíferos por fontes difusas, como a lixiviação de defensivos agrícolas no solo, é de difícil detecção imediata e apresenta alta persistência, tornando a remediação complexa e onerosa se comparada à de rios.
O Índice de Qualidade da Água, amplamente utilizado no Brasil para águas superficiais, avalia prioritariamente a contaminação por compostos orgânicos persistentes e metais pesados em detrimento de variáveis como oxigênio dissolvido e coliformes.
As águas subterrâneas possuem alta resiliência à poluição e capacidade de rápida autodepuração devido ao fluxo veloz da água nos poros das rochas sedimentares.
O monitoramento de águas superficiais dispensa a análise de parâmetros físicos como turbidez e sólidos em suspensão, uma vez que a carga sedimentar não interfere na biota aquática nem no transporte de poluentes.