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Considere que um analista em engenharia ambiental e sanitária do MPGO realiza uma vistoria técnica na Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) de uma planta industrial. Durante a inspeção no ponto de descarte final, o analista constata a existência de uma tubulação auxiliar que capta água limpa de um poço artesiano e a injeta diretamente no canal de efluente tratado, poucos metros antes do ponto de amostragem. O responsável pela fábrica justifica que essa medida é adotada para garantir que as concentrações de poluentes fiquem abaixo dos limites máximos permitidos pela legislação para o descarte no rio. Diante dessa situação, o analista deve apontar em seu parecer técnico que o procedimento é irregular porque
provoca o aumento da vazão do corpo receptor, alterando de forma severa a hidrodinâmica natural do leito do rio a jusante.
altera as propriedades biológicas do efluente, inviabilizando as análises laboratoriais de toxicidade baseadas em bioindicadores.
exige a outorga de direito de uso para fins de diluição, mecanismo que é restrito a concessionárias públicas de saneamento básico.
configura diluição de efluente para atendimento de padrões de emissão, uma prática proibida por não reduzir a carga poluidora total lançada no meio ambiente.
reduz a eficiência hidráulica dos decantadores da própria estação devido ao choque volumétrico provocado pela água subterrânea.