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No dimensionamento de estruturas de madeira, o comportamento reológico do material exige a consideração de coeficientes de modificação que ajustam a resistência de cálculo em função da classe de carregamento e da umidade. Em situações de carregamento de longa duração, como o peso próprio de uma cobertura, o fenômeno da fluência (creep) altera significativamente as deformações ao longo do tempo. Assim, assinale a alternativa correta.
A resistência característica da madeira à compressão paralela às fibras é considerada idêntica à resistência à compressão normal às fibras para fins de simplificação de projeto em estruturas de pequeno porte localizadas em zonas de baixa sismicidade.
O módulo de elasticidade efetivo para o cálculo de deformações em estruturas de madeira é independente da classe de umidade do ambiente, uma vez que a madeira serrada atinge um equilíbrio higroscópico que anula variações de rigidez após doze meses de exposição.
As ligações com pinos metálicos em estruturas de madeira devem ser calculadas desprezando-se o efeito de embutimento na madeira, focando-se exclusivamente na resistência ao cisalhamento do pino de aço para garantir a segurança em nós de treliças.
A resistência de cálculo deve ser obtida pela aplicação de coeficientes de modificação que levam em conta a duração do carregamento, a classe de umidade e a qualidade da madeira, sendo que para cargas de longa duração o valor do coeficiente de modificação por duração de carga é inferior ao adotado para cargas de curta duração.
No dimensionamento de peças comprimidas, a verificação da estabilidade lateral é dispensável para barras com índice de esbeltez inferior a cento e quarenta, independentemente da excentricidade das cargas aplicadas ou da imperfeição geométrica inicial da peça.