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Uma empresa de processamento de carne avícola está planejando expandir suas operações e, para isso, precisa obter uma licença ambiental junto ao órgão competente. Durante o processo de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), um dos pontos críticos levantados pela equipe multiprofissional é o potencial impacto na qualidade dos corpos hídricos receptores devido à descarga de efluentes do abatedouro, que apresentam alta Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e fósforo. Para mitigar esses impactos e garantir a conformidade com a legislação vigente, a combinação mais eficaz de estratégias e tecnologias que o Engenheiro de Alimentos deve propor, considerando as melhores práticas disponíveis e a viabilidade técnica e econômica para a indústria, é:
Instalação de sistemas de filtragem simples para remoção de sólidos em suspensão e utilização de lagoas de estabilização para tratamento biológico primário.
Implementação de um sistema de tratamento de efluentes com grades, decantadores, reatores anaeróbios e tratamento aeróbio subsequente, com remoção de nutrientes (fósforo e nitrogênio).
Descarte direto dos efluentes em grandes corpos hídricos para diluição, monitorando apenas a cor e o pH.
Tratamento físico-químico com coagulação/floculação para remoção de DBO e sedimentação, seguido de desinfecção por cloração antes do descarte.