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Caso o satélite Atlantic Bird™ 1 descrito tenha seu ponto subsatélite deslocado de 1 o para Oeste da sua posição original, uma estação terrena que estiver posicionada no Brasil, dentro da região de cobertura do satélite, para poder efetuar o correto apontamento com esse satélite, deverá ter seu ângulo de azimute diminuído e o seu ângulo de elevação aumentado.
Por ser geoestacionário, esse satélite deve estar equipado com o que se denomina motor de apogeu.
Considere que, em determinado ponto de recepção dentro da área de cobertura de downlink do satélite descrito, a potência recebida na entrada de um sistema receptor ali instalado seja igual a -105 dBm, sendo a temperatura equivalente de ruído da antena desse receptor, nas condições de operação, igual a 55 K. Considere, ainda, que o diagrama de blocos desse sistema receptor, que opera com temperatura ambiente de 300 K, seja o ilustrado a seguir, em que foram informados ganhos e temperaturas efetivas de ruído dos seus diferentes componentes. Nessa situação, sabendo-se que o satélite Atlantic Bird%u2122 1 é do tipo bent pipe e que a relação entre a potência da portadora modulada e a potência do ruído no uplink do sistema via satélite é igual a 15 dB, é correto concluir que esse sistema receptor opera com probabilidade de erro de bit inferior a 10 %u20136 , caso a técnica de modulação DPSK seja empregada para o transporte de informação à taxa de 2 Mbps.

Considere que determinadas atividades de telecomunicações sejam exploradas utilizando-se a capacidade do satélite da Eutelsat descrito sem a competente concessão, permissão ou autorização. Nesse caso, como tais atividades são consideradas clandestinas segundo as normas da LGT, cabe pena de detenção — que pode ser aumentada se houver dano a terceiro —, além de multa, incorrendo na mesma pena quem direta ou indiretamente concorrer para o crime.
Caso a rede ilustrada seja utilizada para a transmissão de sinais de voz na forma de um sistema VoIP (voice over IP), é correto concluir que essa rede deve operar com garantia de latência inferior a 100 ms e ser capaz de prover transmissão a taxas em bps fixas, permitindo que os algoritmos de transmissão típicos de sistemas VoIP se ajustem ao sistema via satélite.
Cintilações correspondem a variações no nível de potência recebida PR e podem causar desvanecimentos tanto de pequena quanto de grande escalas em enlaces via satélite geoestacionário. Fenômenos tanto na ionosfera quanto na troposfera podem causar as referidas cintilações, sendo aquelas provocadas na ionosfera mais rápidas que as provocadas na troposfera.
Um transponder compartilhado no modo TDMA por diversos sinais digitais sofre intermodulação de terceira ordem devido à necessidade de banda de guarda.
No caso de um enlace via satélite cujo comprimento efetivo em condições de chuva é igual a 8 km e que opera em 12 GHz com polarização vertical em uma região da Terra em que a probabilidade de se exceder a taxa de precipitação de 90 mm/h é igual a 0,01%, para que o enlace esteja indisponível, devido a chuva, em apenas 0,01% do tempo, em um ano, é necessário levar em consideração, no projeto, uma margem de atenuação superior a 28 dB.
Por estarem em uma altitude mais alta, satélites geoestacionários se locomovem mais rapidamente no espaço que satélites de órbita média. Dessa forma, o efeito Doppler degrada mais a comunicação em sistemas via satélite geoestacionário que em sistemas de órbita média.
Nos solstícios de verão e de inverno na Terra, sistemas via satélite geoestacionário são afetados devido aos eclipses solares: a Terra, ao se posicionar entre o satélite e o Sol, impede que a radiação solar ilumine o satélite. A técnica de órbitas inclinadas, empregada em satélites de grande porte, minimiza esse efeito, visto que, nos momentos de eclipse, o satélite é retirado de sua órbita geoestacionária e deslocado para uma órbita inclinada, onde o satélite poderá ser iluminado pelo Sol.
Em sistemas via satélite, o efeito de cintilações decorrente de interações entre a onda eletromagnética e a ionosfera pode ser reduzido pelo aumento da diretividade das antenas utilizadas. Esse aumento, porém, pode degradar a qualidade do sinal, pois acarreta o incremento da probabilidade de erro de apontamento.
O uso de polarização linear em sistemas via satélite reduz os efeitos da rotação de Faraday no sinal transmitido/recebido, ao contrário do uso de polarização circular.

Duas formas comuns de imageamento de satélites meteorológicos e de recursos naturais são as que utilizam os imageadores eletroóptico-mecânicos e os imageadores do tipo CCD (charge coupled device). No primeiro caso, é empregado um sistema de espelhos com face plana, em que as linhas de imageamento são perpendiculares à direção de propagação do satélite. No segundo caso, é usada uma matriz de detetores, e as linhas de imageamento são longitudinais em relação à direção de propagação.
O sistema triaxial de coordenadas (x, y, z) do GOES é invariável para permitir o imageamento contínuo de uma mesma área da superfície terrestre. Na realidade, as coordenadas x e y variam com a hora do dia, pois, do contrário, o satélite teria de ficar parado no espaço e, conseqüentemente, cairia por causa da força de gravidade da Terra.
Fazem parte do sistema SCD, além do SCD-1, o SCD-2 e o CBERS. A construção do satélite CBERS foi possibilitada por um programa de cooperação técnica entre o Brasil e a China, e um dos seus sistemas sensores também utiliza o CCD para obtenção de dados remotos.
A imagem tem a forma de um paralelepípedo porque a órbita do satélite não é exatamente polar, isto é, não forma um ângulo reto com o plano do equador, e sim um ângulo em torno de 98º.
A forma de imageamento do NOAA permite a obtenção de imagens com 2.700 km de largura, e cada pixel tem uma resolução espacial de aproximadamente 1 km. Portanto, o termo “radiômetro avançado com resolução muito alta” é inapropriado nos dias atuais, pois já existem satélites de recursos naturais que operam com resolução de dezenas de centímetros.
O satélite GOES opera a uma altitude de 35.790 km. Essa altitude é cerca de 2 vezes superior às dos satélites de recursos naturais como o Landsat.

Nestas condições, a potência entregue pela antena receptora ao receptor será, em dBW, igual a:
−109,6
−123,6
−124,9
−133,6
−147,6